Franciscanos Seculares em Natal

Estruturada a partir de Fraternidades Locais, a Ordem Franciscana Secular compõe-se de pessoas que, assumindo sua condição de batizados, propõem-se a, no estado secular, seguir o Evangelho conforme o exemplo de São Francisco, observando a Regra e Vida da OFS. A Fraternidade São Francisco de Assis integra a Família Franciscana do Brasil e fica na Cidade Alta (Centro), em Natal-RN. Foi a primeira da cidade.

Levar o Evangelho à Vida

"Hoje que a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária, há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um missionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho." (Evangelii Gaudium, n. 127)

Oração de São Francisco


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal! Aleluia, Cristo nasceu!


No Advento, preparamo-nos para a vinda de Deus entre os homens.
No Advento, preparamo-nos para, como disse Francisco na carta aos fiéis, engravidar e dar à luz o Cristo (http://ofsnatal.blogspot.com/p/carta-aos-fieis.html).
Preparamo-nos para dar à luz obras de amor, iluminando o mundo com nosso exemplo (Carta aos fiéis, v. 10). Deixamos de lado tudo que nos entristece do mundo, tudo que não é divino, para nos entregarmos a seguir os passos de Cristo, fazendo-o presente em nosso dia-a-dia e no dos irmãos.

É o Natal que chega. Hora também de meditarmos sobre como temos servido a Deus nas nossas vidas. Diariamente. Não apenas louvando aos domingos ou se preocupando com o oprimido em momentos específicos.
Pois, “a carga sobre os ombros” (Is 9:3) é retirada pelo Senhor (clique aqui para ler sobre o tema).

O mistério da encarnação, a simplicidade que fez Francisco desejar ver de perto esse momento em que o desejo do homem pelo divino foi contemplado com a vinda de Deus para dentre os homens, realiza-se. Lembramos isto no tempo do Natal. Não apenas num dia, numa noite, mas durante todo o tempo do Natal. Francisco em Greccio fez o primeiro presépio, segundo nos conta Tomás de Celano (Primeira Vida, n.84), em 1223; “e de Greccio se fez como que uma nova Belém”, pois sua “mais sublime vontade, o principal desejo e supremo propósito dele era observar em tudo e por tudo o santo Evangelho”.
Seguir a Cristo é “abandonar a impiedade e as paixões mundanas”, como nos lembra São Paulo na liturgia desta noite (Tt 2:12). Por isso o Filho de Deus nasce pobre, numa manjedoura, num abandono completo das riquezas do mundo. Assim anunciou que a salvação não vem das coisas materiais.
Por isso os reis magos (Mt 2:11) ajoelham-se e oferecem ouro, incenso e mirra ao menino Jesus: para desde o início mostrar que a sabedoria e a riqueza do mundo devem estar a serviço do louvor de Deus.
Enfim, hoje é um dia em que se antecipa a santificação da família pela completude da vinda do Filho. Um pai que assume a missão de acreditar em Deus e zelar pela fé e pela vida. Uma mãe que aceita o Espírito Santo e medita suas palavras. Um Filho que resplandece o plano de Deus para a humanidade.

Louvemos ao Senhor, Feliz Natal! Paz e Bem a todos!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Confraternização natalina

A confraternização natalina da Fraternidade, realizada ontem, foi um momento de oração e alegria.
Animada pelo ministério de música Maranathá (Monte Alegre-RN), iniciou pela celebração natalina conforme o devocionário - incluindo a encenação do presépio - e seguiu com a partilha de um lanche fraterno, danças folclóricas, amigo secreto e mensagens natalinas.
Foi um momento de muita alegria, do qual participaram não só membros da fraternidade, mas também diversos irmãos atraídos pelo carisma franciscano, numa evangelização sincera e aberta.
Na ocasião, como símbolo do nascimento do Cristo, a Fraternidade ofertou conjuntos de enxovais a mães carentes ainda grávidas - pois já são mães por carregarem em seus ventres os pequeninos que veremos no amanhã.

O importante é que deixemos Jesus nascer em nossos corações, engravidados pelo Espírito Santo, através de atos de amor para com o próximo e para com aquele que temos dificuldade de fazer próximos!

Paz e Bem!

- brevemente as fotos serão colocadas no Blog -

domingo, 19 de dezembro de 2010

Confraternização Natalina

Hoje pela manhã, ocorrerá a confraternização natalina da Fraternidade em sua sede, na Rua Pitimbu, Cidade Alta.
Na ocasião, será feita reflexão sobre o advento e o Natal e o presépio de São Francisco.
O carisma franciscano convida a todos para participar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Do Evangelho à vida: fazer a vontade do Pai


É preciso preservar a fé diante do mundo.

O devocionário franciscano chama a atenção para nos concentrarmos no advento como um tempo de encontro: do humano e do divino, pois é uma preparação para refletir sobre o Deus que se fez homem.

Todos podem se encontrar com Deus: “Desde além-rios da Etiópia, os que me adoram, os dispersos do meu povo, me trarão suas oferendas” (Sf 3:10), “Povos de todos os confins da terra, voltai-vos para mim e sereis salvos, eu sou Deus, e não há outro” (Is 45:22).

E esse caminho para manter a fé, para alcançar a grandeza do divino a partir da paradoxal pequenez que teme a Deus, ou seja, que se reconhece criação, foi-nos ensinado:

“Darei aos povos […] lábios purificados, para que todos invoquem o nome do Senhor e lhe prestem culto em união de esforços. […] E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará. (Sf 3:9,12-13)

Por isso, diz o Salmo 34:

“Vou bendizer a Javé o tempo todo, seu louvor estará sempre em minha boca.[…] O anjo de Javé acampa ao redor dos que o temem, e os liberta. Provem e vejam como Javé é bom: feliz o homem que nele se abriga. Tema a Javé, povo consagrado a Javé, pois nada falta aos que o temem. […] Quem de vocês não deseja a vida? Quem não quer vida longa para prosperar? Então guardem a língua de falar mal e os lábios de dizer mentiras. Evitem o mal e pratiquem o bem, e sem descanso procurem a paz. […] O justo sofre muitas desgraças, mas de todas elas Javé o liberta” (Sl 34:2, 8-10, 13-15, 20).

Sobre o assunto, Jesus retoma para os que não acreditam nele, a comparação com o que foi feito a João Batista. Não aceitar que ele trazia um anúncio do Pai é equivalente a dizer que acredita em Deus, mas não observa seus mandamentos. O importante, é fazer a vontade do Pai, independentemente da manifestação exterior da fé, tal qual o filho que se manifesta contrário à vontade do pai, mas cumpre-a fielmente. (Mt 21:28-32)

Como Francisco exortou, preguemos por nossas obras.

Por isso também os últimos – os excluídos, aqueles a quem a mensagem pareceria ser dirigida em último lugar, como os povos distantes da Terra – precederão aqueles que ouviram primeiro. Os últimos serão os primeiros (clique aqui para postagem sobre o pastor e as ovelhas).

Disse o Senhor pelo profeta Isaías:
"Céus, deixai cair orvalho das alturas, e que as nuvens façam chover justiça; abra-se a terra e germine a salvação; brote igualmente a justiça: eu, o Senhor, a criei” (Is 45:8).

Foi com a profecia de Isaías (45:5) que Cristo confirmou a João Batista sua vinda: curando os que não vêem e os que não ouvem (Mt 11:5), reanimando os mortos, purificando os leprosos, fazendo andar e evangelizando os pobres (Lc 7:22). Ele não fez longos discursos teológicos, mas agiu e realizou o plano de Deus.

Tornou próxima do fiel a salvação (clique aqui para postagem sobre a vinda do Senhor e aqui para postagem sobre o que Deus nos dá).

Por tudo isso, clama o Salmo 85 (vv 10-13):

É o Advento. Deus (a chuva que vem do céu) e a humanidade (o fruto que brota da terra) se encontram.

O Amor de Deus, com a fidelidade da criação. Quando acolher a chuva, a terra frutificará. Quando deixar que a palavra de Deus fecunde seu coração, o homem dará à luz obras de Amor, de caridade.

Paz e Bem!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Da vida ao Evangelho... a vida com Deus entre os irmãos

Podemos bem dizer que o fiel sofre hoje a ação dos tempos e que sua religião é atacada por tantos que não concordam com sua fé.
Mas também podemos reconhecer que hoje as formas de comunicação e a liberdade de expressão possibilitam um debate que antes não existia.
Lembremos de Francisco de Assis, que sempre exortou à mansidão e à pregação por atos e pela paz. Ensinamentos tão levados adiante pelos seus seguidores, como Santo Antônio.
Pregar por atos é oposto ao desprezo pelo que não professa a nossa fé. Desde que no caminho do Senhor, sirvamos sem temor e preconceitos.
Agora, as regras de uma sociedade são construídas de acordo com a cultura que a compõe. E, ainda que não se possa falar aqui de fiel seguimento aos preceitos da Igreja Católica, o Brasil é um país de indiscutível matriz cultural cristã. O que faz com que isso seja levado em consideração na construção de nossas diretrizes laicizantes do Estado.
O Estado é laico. Mas o povo não é.
Isso significa que a interpretação do dia-a-dia certamente será calcada naqueles preceitos de moral religiosa que formam a base das normas grupais da sociedade onde se vive.
Todavia, isso não pode resultar em desrespeito à liberdade de manifestação das outras crenças, desde que esta não resulte em agressão ou em violação de direitos consagrados como fundamentais e inerentes a nosso processo de formação cultural.
Daí não poder o católico achar que deve diminuir o uso de seus símbolos - toda religião os tem por definição e eles se acumulam com o tempo -, pois estaria a se negar, nem exigir retirada dos demais.
Também, não se deve criticar ou achar que alguém tem caráter desmerecedor por não ter religião.
A pretexto de defesa das convicções atéias, pretendeu-se em algumas cidades, criticar a religião (clique aqui para notícia). É preciso se reafirmar que acreditar em Deus não define caráter. Seguir a Deus e seus mandamentos, sim.
A fé não deve, por outro lado, ser entendida como uma prisão ou ausência de liberdade de pensamento. Antes o contrário.
Porém, na medida em que ninguém é obrigado, nem deve sê-lo, a seguir determinada religião - eis a laicidade do Estado - ao dizer que a segue, supõe-se que livremente exerceu seus questionamentos, compreendeu sua vocação e aceitou. Nada de dizer que é de uma religião mas não concorda com isso ou aquilo. Ou concorda ou não. Divergências internas sempre são possíveis no catolicismo, por exemplo, conforme suas regras de diálogo próprias. Porém, a pessoa deve compreender que se insere no grupo que defende este ou aquele posicionamento.
O ressentimento por não se compreender inteiramente o divino ou por se julgar não amparado por Deus, não deve levar ao ataque da religião; antes, ao entendimento desta.
Do mesmo modo, o cristão deve ter a paciência para saber pregar e desejar o amor ao outro (clique aqui para postagem sobre discernimento).
Paz e Bem!

Do Evangelho à vida: as perguntas e respostas do mundo

"Donde vinha o batismo de João?" (Mt 21:25)
O mundo e suas preocupações, sua fé materialista, seu apego ritualístico que definia como deveria ser Deus, para além das preocupações aceitáveis acerca de em que ou em quem acreditar, procurava provar que Jesus não era o Cristo.
Mas Deus não responde às questões do mundo como ele deseja.
Se são antevistas as réplicas que o mundo já prepara, não adianta dar resposta.
O cristão precisa agir com seriedade e consciência no mundo, com responsabilidade, aceitando seus passos e se preparando para o porvir. Por isso, os filhos da luz também devem ser "espertos" (Lc 16:8), para não estarem a servir a Deus e ao dinheiro.
Jesus então busca comparação com o mensageiro que lhe precede, João Batista, pois as questões do mundo, por si só se resolvem diante dos planos de Deus. Pois, os acusadores têm medo de dizer que era uma ação apenas humana - para não se indispor com o povo - e se recusam a acreditar em algo contrário aos seus pensamentos e modo de vida. Enfim, são como as crianças que, na sua ingênua brincadeira, não sabem ao certo o que exigir do outro para se satisfazerem (Mt 11:16).
Devemos agir com serenidade nestes tempos, sempre buscando a construção do Reino dos Céus.
Tenhamos em mente a resposta de Balaão a Balac, quando disse que mesmo que recebesse o palácio deste cheio de ouro e prata para amaldiçoar os hebreus,
"não poderia ir contra a ordem de Javé, fazendo o mal ou o bem por conta própria. Só direi o que Javé me mandar"
(Nm 24:13; 22:18).
Paz e Bem!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Do Evangelho à vida: recaídas

“Até os jovens se fatigam e cansam, e os moços também tropeçam e caem, mas os que esperam em Javé renovam suas forças, criam asas, como águias, correm e não se fatigam, podem andar que não se cansam.” (Is 40:30-31)

“Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11:28)

Cristo disse que sua carga é suave, seu fardo, leve. Carregar a sua carga, ao contrário daquela dos que oprimem, significa aprender com ele a mansidão e a humildade (Mt 11:29-30).

É entrar com Ele no Reino dos Céus, o domínio de Deus, do divino.

Mas, para isso, precisamos ver tudo com olhos novos (“a lâmpada do corpo é o olho”, e nosso coração estará onde colocarmos nosso tesouro, Mt 6:21-22; clique aqui para postagem sobre "enxergar de novo"). Por isso Jesus explica a seus discípulos sobre a grande mudança sinalizada por João Batista (o sinal de Elias, Mt 11:14; Ml 3:23): nada antes foi maior que Ele, mas agora, ele é apenas o início de um novo tempo, a abertura dos céus.

Eis o relato dos fatos e sua mensagem divina, conforme a condição humana alcança. Para nossa vida, fica a lição de que Cristo nos abre novos caminhos, nos quais, ainda que nele carreguemos cruzes, a fé faz com que tudo que passou seja diferente.

O que houve de ruim, mal, errado, fica para trás. Com Deus, temos novas esperanças.

Se algo foi bom, será melhor ainda.

Carregar o fardo do Senhor é participar da entrada nesse mundo de graças, nesse Reino dos Céus.

Paz e Bem!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imaculada Conceição - 08/12


Fruto de longos debates teológicos entre os doutores da Igreja, o papa Pio IX enfim estabeleceu o dogma da Imaculada Concepção de Maria Santíssima, após numerosos pedidos dos fiéis leigos e religiosos.

Ela é a virgem concebida sem pecado, como na medalha apresentada a Santa Caratina Labouré (1830). Assim ela disse em Lourdes a Santa Bernadete Soubirous: "Eu sou a Imaculada Conceição" (1858).

Ela é a mulher que no Gênesis está contraposta à serpente e que no Apocalipse (cap. 12) novamente se levanta contra ela (João Paulo II, mulieris dignitatem, n. 30).

Por seu sim abrem-se as portas da salvação para o mundo. Pelo ato humano de despretensiosa obedência a Deus, Cristo entra em nossas vidas.

Cheia de graça, ela desposa o Espírito Santo e, completando o milagre da Encarnação, é-nos demonstração de como devemos agir no mundo.

Para receber seu Filho, o Pai fê-la livre de toda nódoa, de todo pecado, de tudo que afasta de Deus. Seu ventre imaculado recebeu o próprio Deus, que veio a nós. Lembrança que comemoramos no Natal.

A Deus, nada é impossível.

Maria é o envoltório no qual reluz a glória de Deus. Ela representa o nosso sim ao projeto divino.

Tudo pode ser mudado.

Paz e Bem!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Do Evangelho à vida: o pastor e suas ovelhas

Neste tempo do advento, convém que reforcemos nossa humildade diante de Deus.

Dele provém toda a misericórdia que precisamos e com Amor ele a entrega a cada um conforme sua necessidade.

Hoje, a leitura do Evangelho de São Mateus, capítulo 18, 12-14, nos diz que ainda que um homem perca apenas uma de suas cem ovelhas, ele volta para procura-la.

Que bela imagem!

Aquele que é o dono guia e volta para procurar.

Mais: exulta de alegria como antes não exultara.

Para bem compreender esse tema, é preciso retomar a profecia de Isaías (40:11), que comparara Deus a um pastor que apascenta seu rebanho e tange as ovelhas, carregando nos braços os pequeninos. No mesmo Evangelho de Mateus, voltado a mostrar aos judeus o caráter divino de Jesus, relata que Cristo viu a multidão abatida e enfraquecida pela opressão política e religiosa como “ovelhas sem pastor” (Mt 9:36). E Cristo, mostra a sabedoria teológica de São João, é o bom pastor (Jo 10:14).

Para isso, como João Batista, temos de aplainar o caminho para o Senhor. Tema tão forte que é trazido em profecias e repetido pelos quatro Evangelistas (Is 40:3; Ml 3:1; Mc 1:3; Mt 3:3; Lc 3:4; Jo 1:23).

E isso é o que fazemos no advento. Para isso repetimos esse tempo: preparar o caminho para o Senhor em nossas vidas, retirar os obstáculos para que Ele reine em nosso ser.

Essa tarefa implica em compreender que não somos melhores por estarmos sempre com o pastor. E não devemos desprezar aquela ovelha que se desgarrou do grupo.

Como na parábola do filho pródigo, o pai explica ao filho que estava com ele: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu” (Lc 15:31). Que os bons não pensem, como se estivessem arrependidos, na vida, talvez desregrada, que até então levou aquele irmão que se desviou ou demorou a atender ao chamado do Pai. Pensem em como foi duro para ele, neste mundo, vencer as tentações e juntar-se aos que já seguiam ao pastor e tanto ansiavam por sua vinda, numa plena comunhão dos santos.

Como na parábola dos denários ofertados aos operários (Mt 20:1-16), o dono da vinha administra o seu Reino como deve ser. A bondade de Deus é maior do que possa pensar a noção humana de Justiça.

Participar do banquete de Deus é uma honra para aqueles que estão em seu caminho, que não se acumula, pois não é como as riquezas mundanas. É o gozo pleno da felicidade, e não gera arrogância, nem poder, sim solidariedade, fraternidade. Por isso, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

Paz e Bem!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Do Evangelho à Vida: Advento

O tempo do advento é o momento em que a Igreja convida os fiéis do mundo inteiro a se unirem em oração na espera do Natal do Cristo.

Ou seja, é um período de preparação espiritual para podermos participar plenamente da beleza do mistério da Encarnação.

E uma primeira lição que nos é dada é a da humildade: de nada adianta ser o primeiro, pois maior glória é viver mansa e pacificamente e ter o reino dos céus.

Isaías predisse paz para o mundo (Is 2; 11). Essa Paz é o tesouro maior a ser buscado pelo vivente. E Cristo mostrou que ela não está em feitos miraculosos, mas em fazer o que o Pai deseja.

Na Bíblia, temos afirmações sobre fatos, sobre mistérios e caminhos para percorrer dentro e fora de nós.

Pai e Filho se conhecem.

Deus se revela aos pequeninos, porque, este é aquele que interiormente conhece o Pai, teme a Deus e sabe o muito que tem por crescer. Pois agindo como o Cristo, participaremos do banquete divino.

Paz e Bem!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do Evangelho à vida: "muitos virão em meu nome" (Lc 21:8)

"Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles." (São Lucas 21:8).

Enquanto virtude cristã, a paciência se exerce junto com a fortaleza. Como Paulo, alegre na prisão do Cristo, e Francisco, sabedor do tanto por fazer, o fiel deve ter em mente a pureza de não conhecer seu futuro. Deve planejar, para lançar fundações, mas viver do dia presente.

"Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado." (São Mateus 6:34).

E nisso deve haver a fé e a esperança. Em razão delas, o dia se converte em um espaço de luta pelo Bem, em prol do exercício fraterno da caridade.

Não devemos ter a pressa pelo Reino dos Céus. Sejamos como a pobre viúva que tudo disponibiliza a serviço do Reino por amor a Deus (Lc 21:2).

Jesus, diante de um ambiente que valorizava o material, diz que as moedas que ela coloca no Templo valem mais do que grandes oferendas. Ele faz essa observação não no sentido de que possamos tentar ao Senhor invocando o seu poder de nos manter ao nos desfazermos de tudo. É preciso antes nos lembrar que aquilo já é a dádiva que nos dá e que Ele é que nos escolhe e chama. Porém, devemos resistir à tentação de acumular riquezas e só dar as sobras - que sempre são menores.

Também lembremos que, quando Deus nos pede uma oferta maior, devemos estar dispostos a obedecer seu chamado, como fez Abraão.

Portanto, se estamos com Deus, se fazemos do outro o nosso próximo - e assim nele encontramos Deus -, se somos bem-aventurados construtores da Paz fora e dentro de nós, o Reino de Deus está bem perto. Não devemos ficar a procurar sinais extraordinários, pois mais não é necessário (Mt 12:39: "Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas"; Mt 16:4; Lc 11:29) e Deus os envia conforme preciso ou pela intercessão dos santos. Deus atende os justos. E os santos protegem aqueles que trilham os caminhos que eles tiveram no mundo.

Cristo deixou como presença visível o ato eucarístico, que é consagração e união ao mesmo tempo. Isso basta. Lá Ele sempre esteve desde sua paixão e estará, não nos deixemos levar por outras afirmações sobre sua vinda. Na hora certa, ele dirá. Confiemos no Espírito.

Paz e Bem!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Do Evangelho à Vida: nós, o Templo, os vendedores e os ídolos

A temática de hoje prossegue na exortação à luta pela Verdade. No Apocalipse, diante da urgência do fim dos tempos, quando vai ser realizado o mistério de Deus (Ap 10:7), João ouve o anjo dizer sobre o Evangelho: “Pegue e coma. Será amargo no estômago, mas na boca será doce como o mel” (v. 9).

O seguimento do Evangelho é doce, mas pode provocar amarguras, perseguições e incompreensões por parte do mundo.

Por isso disse o Cristo: “Minha casa será casa de oração” (Lc 19:46). Tudo que deturpe o corpo, Templo do Senhor (1Cor 3:16; 2Cor 6:16: “Que de comum entre o templo de Deus e os ídolos? Ora, nós somos o templo do Deus vivo, como disse o próprio Deus […] Portanto, saiam do meio dessa gente e afastem-se dela”) deve ser afastado.

Tudo vale a pena pelo Reino de Deus, o qual virá por sua graça e exige de nós perseverança no caminho (Lc 17:22-37; 18:29).

Paz e Bem!



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Do Evangelho à vida: discernir

Quando Jesus olha Jerusalém (Lc 19:41-44; liturgia da 33ª semana do tempo comum) chora diante da falta de compreensão que virá e do futuro daqueles não recebem a paz, os quais sucumbirão diante das forças do mundo (inimigos que não deixarão pedra sobre pedra), por não reconhecerem a presença do Bem ("tu não reconheceste o tempo em que foste visitada"; v. 44).
Assim é conosco.
Se não tivermos discernimento para identificar o Bem no momento em que Ele se apresenta em nossas vidas, ficaremos sujeitos às vicissitudes do mundo.
Se nos deixarmos levar pela beleza, pelas facilidades do mundo, não conseguiremos participar do inesgotável banquete divino.
Porém, para isso é preciso compreender que o caminho que parece mais fácil tende a não ser o caminho mais correto. O caminho de Deus não se define pela ausência de obstáculos, mas pela docilidade e simplicidade com que estes sucumbem ao justo. Para quem olha, são sacrifícios e dificuldades. Mas para quem passa por eles, caminho necessário e a liberdade na prisão de Cristo, como prega São Paulo. São passos que não causam dor nem sofrimento ao cristão, são feitos com naturalidade; eis o sinal da presença divina nos atos.
Todavia, seduzidos pelo mundo e o que há nele, somos tentados a escolher, a decidir, o que iremos considerar difícil ou fácil, certo ou errado, aos nossos olhos, mesmo que muitas vezes, no íntimo, saibamos que está errado. O seguimento dos mandamentos não falha.
Às vezes, é difícil discernir. Às vezes, é tentador dizer que certa regra precisa ser "atualizada" - mesmo sabendo que não é o caso - para não a seguirmos.
Precisamos resistir à tentação de olhar o divino apenas com os olhos do mundo.
Que Deus nos ajude a dar os passos corretos e acolhê-lo.
Paz e Bem!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Santa Isabel da Hungria (17/11)


Hoje a Ordem Fransicana Secular celebra sua co-padroeira, Santa Isabel da Hungria. Sua intercessão junto a Deus pelo crescimento de nossas fraternidades e o carinho para com os pobres é um alento nas dificuldades.

No seu tempo, Isabel enfrentou preconceitos e privilégios para atender os mais necessitados. Expulsa da Corte húngara após a morte de seu esposo, encontrou socorro com os franciscanos para ela e seus filhos. Faleceu em 1231 aos 24 anos, na Ordem Teceira, cuidando dos enfermos.

As flores que carrega devem-se ao fato transmitido oralmente de que, certa vez, tendo sido surpreendida com comida para os pobres, foi obrigada a mostrar o que levava em seu manto, ao que informou serem apenas flores. E, quando pedido para mostrá-las, as mesmas surgiram miraculosamente em lugar dos alimentos, ainda que não fosse época de rosas.

Sua sobrinha-neta, Isabel de Portugal, a Rainha Santa, também franciscana secular, foi igualmente canonizada, e a ela também se atribui o milagre das rosas.

Santa Isabel, rogai por nós.

Do Evangelho à vida: ao que possui, ainda mais será dado

Essa afirmação consagra a idéia da fonte de água que não cessa para o justo. Na plenitude da vida e do tempo, em Deus, a completude é perfeita e a alegria não cessa nem tem início. A alma sente-se envolvida por um estado de graça.

Cristo compara tal situação a um rei que, ainda que alguns não o desejem, retorna e cobra o resultado da ação de seus administradores (Lc 19:11-28).

Àquele que receoso de se encontrar com Deus, nada fez, tudo foi retirado. A parábola utilizada por Jesus atende à idéia do público do mundo ao qual se dirigiu. Um rei severo que cobra riqueza de seus vassalos.

Mas Deus é amor.

Deus não tira de quem não tem. Mas Deus espera resultados, ele quer a construção do Reino dos Céus (apenas o bem não será destruído).

Se eventualmente, alguém não teve fé e esperança para agir, ou seja, não confiou na possibilidade de ele mesmo construir boas obras e teve esperança em encontrar de novo o Rei, nada fez além de guardar o que o próprio Deus lhe deu.

Deus nos deu a vida, mas precisamos agir para que apenas não a devolvamos.

“Quem semeia com mesquinhez, com mesquinhez de colher” (2Cor 9:6), adverte São Paulo, o qual também lembra que, junto com a tentação, as atrações do mundo, Deus dará “meios de sair dela e a força para suportá-la” (1 Cor 10:13).

Portanto, devemos ter a ousadia de semear, de plantar, confiantes na ação divina, pois seremos apenas instrumento daquela próxima grandiosidade de Deus.

Pois, acima de tudo, Deus veio para salvar, como mostrou na sua compaixão para com Zaqueu (Lc 19:10). E se o Reino está sempre próximo de nós, resta-nos atentar para o que escreveu São João a mando de Deus: “Acorda! Reaviva o que te resta, e que estava para se apagar!” (Ap 3:2) De nada nos adianta a fama de agir, de estar vivo, se nada fazemos.

Para o Senhor, para essa contemplação do divino, toda a honra e toda a glória, porque “Senhor, o mundo inteiro, diante de ti, é como um grão de areia na balança” (Sb 11:22). Deixemos agir em nós a bondade divina (a unidade na videira) e “não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça” (2Ts 2:2). Mantenhamos a fé caminhando nos passos de Cristo.

"Irmãos recomecemos, pois até agora pouco ou nada fizemos"

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Atualizações - capítulo

Retomando as atualizações do Blog, é com alegria que verificamos a ultrapassagem da marca dos 500 acessos com boa margem. Obrigado a todos que por aqui passam e dedicam um momento de seu dia a refletir no Evangelho segundo o exemplo de Francisco de Assis.
Uma nova página foi adicionada ao Blog: no alto o leitor poderá encontrar disponível a "Carta aos Fiéis" (1ª Recensão), que é o prólogo da Regra e Vida da OFS, escrito franciscano de valor para edificar na vida cristã.
Também colocamos o link para a Bíblia Sagrada em destaque na seção "links úteis" (e este essencial), à direita da página.
Outro ponto de destaque no crescimento no caminho de Cristo é a inserção do link para as "Admoestações" de São Francisco.
Esses documentos franciscanos são úteis, inclusive, para a meditação aprofundada do Evangelho. Além disso, revelam ao leitor um pouco mais da espiritualidade do pobrezinho de Assis, fruto de seu relacionamento próximo com Deus.
Foi ainda postada reflexão acerca de como ver o mundo tal qual Cristo deseja, com apoio na liturgia diária do último domingo (33º domingo do tempo comum) e desta segunda que lhe segue.
Por fim, neste final de semana, de 12 a 15/11, ocorre em Lagoa Seca-PB, o capítulo avaliativo da Fraternidade Regional da OFS. Que Deus ilumine os passos de nossos irmãos reunidos.
Paz e Bem!

Do Evangelho à vida: enxergar de novo

Em Jericó, Jesus curou um homem cego que passou a segui-lo. E nesse momento, temos uma primeira lição: como o cego que Jesus curou em Jericó, aquele que consegue ver, ter discernimento, segue Jesus, os mandamentos da Lei de Deus. Mais, temos uma segunda lição: Jesus cura, faz ver aquele que não enxergava.

Como ele, digamos: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” (Lc 18:38). Jesus, salva-me!

Não interessa quantos nos mandem ficar calados, quantos não tenham a mesma fé, quantos não vejam na Igreja senão a passagem de algo grandioso sem participar ou compreender seu mistério. Aquele que está necessitado é o primeiro a compreender a grandeza do Reino de Deus.

E aquele homem disse a Deus (v. 41): “eu quero enxergar de novo”!

A lição é tal qual Deus comunica ao nosso interior no Apocalipse: “Converte-te e volta à tua prática inicial” (Ap 2:5). Eis o Caminho.

Eis a volta para quem quer “enxergar de novo”: identificar o erro e corrigir-se, glorificando a Deus com o seu seguimento, de modo a ser exemplo para a comunidade (Lc 18:43); não por si, mas para e pela glória de Deus.

Pois, como na bênção de Santo Antônio, “o Leão da tribo de Judá, o Rebento de Davi venceu!” (Ap 5:5).

Essa vitória é a superação do que é mundano, do mundo, pois, todo o exteriormente belo que se possa fazer nesta vida, ainda que seja um Templo, “será destruído” (Lc 21:6).

A paciência para suportar as tribulações do mundo e não se desesperar ou achar que já chegou o fim dos tempos deve passar pela consciência de que muito há por ser feito, como tanto lembrou Francisco de Assis.

A plenitude do tempo está perto de nós, pois Cristo ressuscitou e está conosco, isso nos basta. Vislumbrar a grandeza de Deus é ver o tempo que não passa, pois Ele é “Aquele que-é, que era e que-vem” (Ap 1:8), início e fim de tudo. Portanto, ainda que não tenham chegado os acontecimentos descritos nas revelações de São João, essa ilimitada compreensão da realidade está conosco.

Por isso, nas dificuldades, o Senhor nos enviará o Seu Espírito (Lc 21:15; Ap 1:9-10).

Essa é uma defesa prometida aos justos, aos que temem ao Senhor – reconhecem sua grandeza, como profetizaram Malaquias (3:20) e Daniel (7:9, 13:” entre as nuvens do céu vinha alguém como um filho de homem”; tal qual o Senhor falou a São João em Ap 1:7, 13-14), e foi registrado no Salmo 1 (v. 3: o justo ”é como árvore plantada junto dágua corrente: fruto no tempo devido, e suas folhas nunca murcham. Tudo o que ele faz é bem sucedido”). Tudo isso é verdade e tudo isso se dá no tempo presente. Grandiosos são os mistérios do Senhor.

Por isso, ainda que saibamos dos cuidados que Deus dispensa àqueles que agem com amor a Ele e ao próximo, buscando converter-se a cada dia, faz parte desse Caminho não se acomodar. Como deixou escrito São Paulo, “não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado” (2Ts 3:9). Daí sua lição “quem não quer trabalhar, também não deve comer” (v. 10).

Mas que trabalho realizar num mundo que é pequeno para nosso Deus? Construir o seu Reino, a começar pelo interior nosso e dos irmãos.

O princípio da sabedoria é o temor ao Senhor (Eco 1:12), a qual se obtém através dos mandamentos (v. 23). E nisso, vemos que “debaixo do sol”, das coisas sujeitas ao tempo, tudo se apequena diante do real propósito da vida (Ecl 2:22). E, diante do labor diário, a grande felicidade é desfrutar do que obtém pelo seu esforço, pois divinas são a energia e a alegria, mas reconhecendo que “isso vem das mãos de Deus” (v. 24). A única e verdadeira alegria está em participar da obra de Deus.

Por fim, São Paulo se dirigiu aos “que não fazem nada” (2Ts 3:11) e exortou-os ao trabalho.

A dignidade do trabalho está no fato de que se deve respeitá-lo como esforço que emana da vida de alguém. Apropriar-se do trabalho alheio ou de seu fruto é, assim, ir de encontro à própria vida, dom de Deus.

Para quem trabalha, que coma “na tranqüilidade o seu próprio pão”, pois de ninguém tirou, senão de si mesmo. E isso ainda deve ser corrigido, pois, não foi de si que recebeu, mas de Deus, e reconhecer isso está na base da felicidade, tal qual admoestou São Francisco: “vivificados pelo espírito da letra divina são aqueles que não atribuem ao corpo toda letra que sabem e desejam saber mas por palavra e exemplo devolvem-nas ao altíssimo Senhor Deus, de quem é todo bem” (Admoestações, c. VII). “Pois come da árvore da ciência do bem aquele que se apropria de sua vontade e se exalta pelos bens que o Senhor diz e opera nele” (c. II) e assim surge a ciência do mal.


Mas esse não fazer nada que é criticado não deve ser entendido apenas na ociosidade. No mundo consumista em que vivemos – valorizador das coisas materiais – fazer nada é não cuidar de edificar a si e ao outro em direção a Deus. Tal será a insensatez que se apaga como o dia quando o sol se põe.


Servem não a Deus, mas ao mundo, os que se deixam levar pelas preocupações do século e, assim cegos, “não vêem a luz verdadeira, nosso Senhor Jesus Cristo “ (São Francisco, na Carta aos Fiéis, c. II, v. 7).


“Meu filho, se você se apresenta para servir ao Senhor, prepare-se para a provação.” (Eco 2:1) “Quanto mais importante você for, tanto mais seja humilde, e encontrará favor diante do Senhor. Pois o poder do Senhor é grande, mas ele é glorificado pelos humildes” (Eco 3:18-20).

Digamos: Senhor, tem piedade de mim, quero enxergar de novo!

Paz e Bem!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

À espera do acesso de nº 500!!

Nosso Blog, com todas as limitações seculares com que é tangido, prepara-se para ter o acesso de nº 500, o que, apesar de tempo já decorrido, demonstra sua vocação e potencial para evangelização.
Caminhemos!
Paz e Bem!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Adoração ao Santíssimo Sacramento


No dia de hoje, a Fraternidade passou toda a tarde em adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja do Galo.
Do meio dia ao anoitecer, a Fraternidade esteve ao lado do Nosso Senhor Jesus Cristo, em adoração e pedindo pela sua caminhada e pelo sucesso do Curso de Formação Regional que ocorre neste final de semana e ocorrerá em nossa sede.
O curso começa na sexta-feira à noite e segue até o sábado à tarde. Os participantes devem vir de todas as fraternidades do Regional (RN/PB) e contemplará os cargos e serviços das fraternidades, bem como a Juventude Franciscana. Nossa Fraternidade tem a grande alegria, com a força do Cristo vivo e ressuscitado, de acolher os participantes.
A exposição do Santíssimo ocorre todas as quintas-feiras à tarde na Igreja do Galo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Visita ao Arcebispo



No último dia 14 de outubro o Conselho, em nome de toda a Fraternidade, esteve reunido com o Arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo, oportunidade na qual apresentou-se à santa obediência e informou as atividades realizadas pela Fraternidade neste ano e os planos para o triênio.

O acolhimento do sucessor apostólico foi bastante caloroso e afável. Aproveitando para exortar os irmãos a perseverarem na fé e darem exemplo de santidade e comunhão no serviço franciscano, abençoou nossa missão. Pediu que prossigamos cada vez mais empenhados nas atividades da Arquidiocese e ao final ofertou um terço missionário à Fraternidade.

A importância dessa visita advém do que determinam as Constituições Gerais da OFS, no seu artigo 101, item 1:
"Os franciscanos seculares colaborem com os Bispos e sigam as suas orientações, enquanto moderadores do ministério da Palavra e da Liturgia e coordenadores das diversas formas de apostolado na Igreja particular."

O que está em acordo com o artigo 6º da Regra e Vida da OFS, o qual diz que os franciscanos seculares "[...] inspirados por São Francisco e com ele chamados a restaurar a Igreja, empenhem-se em viver em comunhão plena com o Papa, os Bispos e os Sacerdotes, promovendo um confiante e aberto diálogo de fecundidade e de riqueza apostólicas". Pois o principal serviço do franciscano à Igreja é a fidelidade ao seu carisma no estado secular e a vivência "sincera e aberta" da fraternidade (CG 100, 3).

O Seráfico Pai Francisco assim deixou na sua Regra Bulada: “não preguem os irmãos na diocese de algum bispo, quando este lhes tiver proibido” (c. IX).

Portanto, o franciscano secular, chamado por Deus à vida laical, vive essa comunhão com os irmãos que se dedicam, por chamado divino, à vida religiosa, e reconhece nestes os responsáveis por organizar a vida da Igreja e pastorear espiritualmente os fiéis, enquanto responsáveis por trazer até nós o Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Carta aos Fiéis, segunda recensão).

Que a comunhão eucarística da Igreja, corpo do Senhor, frutifique em obras de caridade.

Paz e Bem!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Frei Galvão


Hoje, a Igreja, comunidade de amor, medita no exemplo de Frei Galvão - Santo Antônio de Sant'Anna Galvão -, o primeiro nascido no Brasil a ser canonizado. Sua beatificação coube ao Venerável João Paulo II, e a canonização a SS. Bento XVI.

Muito devotado à Virgem Maria, a quem confiava a intercessão por escrito em suas "pílulas", Frei Galvão, frade menor, foi assistente espiritual da OFS e, com relação à segunda ordem, foi co-fundador, com a irmã Helena Maria do Espírito Santo, da Ordem do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição - concepcionistas do Mosteiro da Luz.

Servindo aos pobres, passou sua vida dedicado a ensinar o caminho da Paz e a ajudar aqueles que mais necessitavam de amparo material e espiritual.

Frei Galvão, rogai por nós.


Para saber mais, clique aqui (FreiGalvão.com)

domingo, 24 de outubro de 2010

Do Evangelho à vida: o verdadeiro culto (i)

O senhor houve a súplica que se dirige à Justiça.

O pobre, o oprimido, é aquele que não tem a quem recorrer diante de uma injustiça. Para quem tudo no mundo está perdido, resta o tudo dos céus.

Quando julgamos que nada mais há a fazer por nós, se estivermos com Deus, é porque tudo está feito. É importante perseverar no caminho do que é certo – sem se deixar levar pela tentação de se achar melhor – e na oração.

Prestar louvores a Deus é nosso dever, mas daí não advém que teremos tudo o que queremos. Antes, estamos a nos comprometer a fazer com que o certo aconteça entre os homens.

“Se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do céu! Ele dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem” (Lc 11:13)

“Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens. A prece do humilde atravessa as nuvens” (Eclesiástico 35: 20-21)

A oração com confiança a Deus tudo pode. “Subiste ao topo” (Sl 67:19).

A experiência religiosa e prática do povo hebreu assim escreveu para a posteridade:

Provem e vejam como Javé é bom: feliz o homem que nele se abriga. Tema a Javé, povo consagrado a Javé, pois nada falta aos que o temem.” (Sl 34: 9-10)

Temer a Deus é reconhecê-lo como Santo, cujo Reino desejamos e cuja vontade respeitamos na condição de criaturas.

Cristo mostra que a auto exaltação apenas pode conduzir ao pecado (Lc 18:9-14), mas Deus faz justiça àqueles que por ele clamam (Lc 18:7).

“Observar a Lei vale mais do que oferecer sacrifícios, e observar os mandamentos é como oferecer sacrifício de comunhão. O que agrada ao Senhor é afastar-se do mal, e o sacrifício pelo pecado é afastar-se da injustiça. A oferta do justo alegra o altar, e o perfume dela sobe até o Altíssimo.”

(Eclo 35:1, 3, 5)

sábado, 23 de outubro de 2010

Do Evangelho à vida: conversão

"Penintência", diz o Terceiro Segredo de Fátima, ecoando a duplamente milenar mensagem do Cristo que nos chama a seguir o Seu Caminho. Convertei-vos. Adverte Ele que temos de nos comportar como irmãos, sendo compreensivos, antes que chegue o juiz (Lc 12:58) ou eventual morte corporal que nos leve à presença de Deus: "se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo" (Lc 13:3 e segs), em pecado.

Que significa então seguir esse Caminho para a casa do Pai? "Vamos subir à casa do Senhor... Eis que nossos pés se estacam diante de tuas portas" (Sl 121:1-2).

Não é fácil descrever. A alma humana não consegue o alcance de a tudo vislumbrar, e o que vislumbra, por não entender, tem dificuldades de exprimir.

Agostinho sobre o tempo e as palavras disse que compreendia o tempo e o conhecia, podendo falar dele, mas não poderia explicá-lo (Confissões, livro IX, 14). Mas que, como uma criança que aos poucos aprende a se expressar, pode alcançar ao menos o desejo de Deus para sua vida (Livro I, 6,8).

"Toda a sabedoria vem do Senhor Deus, ela sempre esteve com ele. Ela existe antes de todos os séculos. Quem pode contar os grãos de areia do mar, as gotas de chuva, os dias do tempo? Quem pode medir a altura do céu, a extensão da terra, a profundidade do abismo? Quem pode penetrar a sabedoria divina, anterior a tudo?" (Eclesiástico 1:1-3).

Tentar compreender a realidade divina é ligar-se a toda a criação em seus mínimos detalhes. É compreender a grandeza da estrutura atômica do menor grão de areia em uma praia e ao mesmo tempo a razão de ser e origem dos ventos atmosféricos que passam sobre ela.

Mais ainda, é tentar penetrar na alma humana para daí extrair a solidariedade e o amor.

"Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra" (Sabedoria 1:13-14).

A Igreja é essa comunidade de criaturas que cooperam para a salvação. São Paulo tentou descrever esse mistério particularmente em sua carta enviada aos Efésios quando diz que a cada um foi dado um dom diferente, mas proveniente do mesmo Filho. E que somente unindo-os é poderemos vislumbrar o Reino de Deus (c. 4). É como recompor uma peça que está em pedaços para rever sua beleza.

"Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança." (Efésios 4:4).

E o resultado disso, Paulo, que experimentou a prisão das coisas divinas, apenas pôde descrever como:

"Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Efésios 3:17-19).

Conhecer todas as dimensões celestes, em altura, largura e profundidade. Eis a chegada ao Reino dos Céus, que se deve buscar enquanto no mundo terrestre vivemos.

Mas o próprio São Paulo deixa clara a limitação de suas descrições:

"A vós, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Eu vos dei leite a beber, e não alimento sólido que ainda não podíeis suportar. Nem ainda agora o podeis, porque ainda sois carnais." (I Coríntios 3:1-2).

A mesma idéia está na Carta aos Hebreus (5:12).

Todo a Bíblia, que é a história da redenção humana, traz uma evolução desde o politeísmo até a descoberta do Deus único, passando pelo gradativo abandono da violência pelos filhos do Pai até a sua abertura a todos os povos.

Nesse caminho não faltaram interpretações exclusivistas e belicosas das mensagens divinas. Pois cada um sempre compreende segundo sua própria realidade. Mas nunca faltaram profetas que condenassem as interpretações equivocadas e os abusos dos poderosos.

O Caminho do Povo de Deus é o caminho da liberdade. Agora numa dimensão não meramente física.

"Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido." (São Lucas 12:2).

E, por ocasiãoda revelação da terceira mensagem de Fátima, manifestou-se o hoje papa Bento XVI, então cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: "perceber os sinais do tempo significa compreender a urgência da penitência, da conversão, da fé."

E assim foi porque Deus, no grande mistério da vida, deu liberdade aos homens para crescerem assumindo a responsabilidade de seus atos, os quais serão julgados segundo a misericórdia divina e o que fora confiado a cada um.

Pois, a Igreja tem uma missão, "porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir. (...) Por que também não julgais por vós mesmos o que é justo?" (São Lucas 12:48,57).

Meditemos nas Palavras da Sagrada Escritura e façamos de cada dia um encontro com Deus no próximo para assim nos unirmos cada vez mais à Sua realidade e vontade e não nossa.

Paz e Bem!

"O Senhor descobre seu braço santo aos olhares das nações, e todos os confins da terra verão o triunfo de nosso Deus." (Isaías 52:10).

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eleições: Nota da CNBB

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO

"Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)

"A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, "Na proximidade das eleições", quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: "Eleições 2010: chão e horizonte".
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB"

Dom Cláudio Hummes

Do site da CNBB:

Bento XVI acolheu, no dia de hoje, 7, a renúncia apresentada, por limites de idade, pelo cardeal dom Cláudio Hummes, do cargo de prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano.
O papa Bento XVI nomeou como sucessor do brasileiro o arcebispo Mauro Piacenza, até então secretário do mesmo dicastério vaticano.
O cardeal dom Cláudio Hummes, é frade franciscano e nasceu em Montenegro (RS), em 8 de agosto de 1934. Foi o 18º bispo de São Paulo, sendo seu 6º arcebispo e 4º cardeal; é arcebispo emérito de São Paulo.
Em 31 de outubro de 2006, foi nomeado prefeito da Congregação para o Clero, na Cúria Romana.
O Papa acolheu também a renuncia apresentada por limite de idade pelo cardeal Paul Josef Cordes, do Conselho Pontifício “Cor Unum”, chamando o secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, arcebispo emérito de Conakry, Robert Sarah, para a sucessão.

Clique aqui para saber mais sobre Dom Frei Cláudio Hummes, ofm

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

São Francisco de Assis: o amor não é amado

Em 3 de outubro de 1226 Francisco deixou corporalmente o convívio de seus irmãos para contemplar a Trindade diretamente.
A beleza da vida de Francisco, a simplicidade tão difícil de ser seguida do Evangelho, as suas admoestações e advertências, são tesouros que nos conduzem ao céu.
Mastigar seus ensinamentos, seus gestos, é requisito para uma vida de santidade.
Sua forma de "reconstruir" a casa do Pai sem deixá-la, de conseguir a paz pela humildade, de imitar o Cristo na Terra, são de uma beleza sem precedentes entre as criaturas que preenche-nos o espírito só de imaginar.
Até hoje, falar de Francisco é deixar-se inundar por uma Paz divina, é encher os olhos de esperança, é sorrir com o pobrezinho de Assis.

Hoje à noite, o Convento de Santo Antônio, Igreja do Galo, encerra a Festa de São Francisco com a procissão solene pelas ruas do centro da cidade.

Ontem, deve ser destacada a "Noite da OFS e da Pequena Família Franciscana", durante a Programação da Festa, que teve Frei Franklin como pregador, o qual abordou a importância da fé para o Cristão e a gratuidade da misericórdia divina.
Na oportunidade, os irmãos professos fizeram a sua tradicional renovação dos votos, tendo colaborado com a homilia e cantado ao final a Oração de São Francisco em agradecimento à comunidade.
A OFS está aberta para aqueles que desejarem seguir o carisma franciscano em sua vida secular. As reuniões são no primeiro e terceiro domingo do mês.
Links para saber mais sobre Francisco de Assis: wikipedia; Capuchinhos da Imaculada Conceição

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Do Evangelho à vida... a missão


"Pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita"
(Lc 10:1)
Ser enviado diretamente pelo Cristo é uma grande honra e alegria. Quem não gostaria de tê-la?
Porém, Ele próprio adverte: vocês vão, mas vão "como ovelhas para o meio de lobos" (Lc 10:3)!
E então, quem ainda deseja ir? Certamente, fica mais difícil se não for a fé e a esperança.
Virtudes que se unem à caridade, pois toda missão será para curar os doentes (vv. 9).
Contemplemos, então: Ele nos envia a cada dia! Ele, que é o Nosso Senhor, vivo! Todo dia Ele nos envia "a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir" (vv. 1). Que honra e que alegria.
E todo dia Ele nos adverte que vamos, mas mansos como cordeiros, para passar no meio de lobos.
Como agir?
Recomenda então que não devemos nos distrair no Caminho e não nos preocuparmos com as coisas do mundo.
O mundo está repleto de pessoas e situações que podem nos causar mal. E o maior mal é semear o rancor, a discórdia e a desunião em nossos pensamentos. Devemos passar mansamente entre elas. E, ao conseguir isso, não fomos coniventes, mas plantamos a paz.
Para isso, devemos orar para receber ajuda. Devemos estar em sintonia com Deus para nos protegermos de tudo que possa acontecer. Mais trabalhadores virão.
O mundo todo é enviado em missão e todo o mundo parte. Quantos chegarão ao fim? O fim não contempla realidades materiais. É fundamental o desapego dos bens do mundo ("não leveis bolsa, nem sacola nem sandálias" - vv. 4). Isso não significa desprezo pela saúde (ame aos outros como a SI mesmo) ou descortesia (não cumprimentar - vv. 4). Tal não comtemplaria os propósitos do Cristo, mas firmeza de propósito em levar a paz.
Uma paz que pode ser entregue, mesmo a quem não achemos merecedor. Que ela não se perde; volta.
Abracemos aqueles que julgamos (não julgueis), que vemos não serem merecedores de maior estima (ame) e que sentimos que não estão repletos de bem (esteja aberto a dar a Paz). As experiências de transformação serão gratificantes.
Não deve haver receios de, autolimitando-nos, acharmos que nossa alegria deve ser apenas para nós. Que faltará sustento para todos, que a força de nossa oração dá apenas para poucos ou para nós mesmos.
Isso não vem de nós, mas de Deus, fonte inesgotável. Sempre haverá paz para ofertar desde que nos reabasteçamos na oração, na descoberta do Espírito Santo em nós.
E isso é um labor espiritual que faz com que Deus assegure o sustento do cristão que segue o bom caminho de sua responsabilidade para com o Pai e os irmãos. Toda energia gasta será reposta, o trabalhador merece seu salário. Não o desprezemos, mas saibamos discernir para não entregarmos o que foi feito para nós: o necessário à sobrevivência digna e à continuidade da pregação. Sem lugar para apego ao luxo, ao supérfluo, ao consumismo.
Saibamos compreender os caminhos de Deus e ficar onde Ele nos mostra. E ali entregar a Paz. Mas, se essa não é bem recebida, a violência não tem lugar.
O caminho é ter paciência e afastar-se para locais e pessoas que possam receber a Paz do Senhor naquele momento.
O Reino de Deus, é próximo de nós.
Paz e Bem!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Do Evangelho à vida... Francisco e a paz da menoridade

"Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior” (Lc 9:48)

A leitura proposta para a Igreja hoje, 27/09, é oportuna, pois está em curso a novena preparatória para a festa de São Francisco (04/10).

E isso porque foi a partir dessa pregação do Cristo, que Francisco visualizou um elemento fundamental do carisma santo que anima as três ordens que, junto com Clara, deixou: a menoridade.

Fazer-se menor é ser simples, estar aberto à verdadeira alegria, disposto a aprender, feliz como uma criança (Lc 18:15-17:Eu garanto a vocês: quem não receber como criança o Reino de Deus, nunca entrará nele”; Mc 10:14) e compreender a verdadeira beleza do Pai.

Na menoridade, somos iguais a todas as criaturas. Perdemos a arrogância e altura individual, mas conquistamos as planícies costeiras e os altiplanos que se espalham por toda a Terra.

Na menoridade, entramos em comunhão com o todo, sem necessidade de possuí-lo.

Combatemos o mal com o bem, fazendo-se menor para combater a diminuição pela opressão. Não para louvar a submissão, mas para conquistar honra na simplicidade, obedecendo apenas a Deus.

Essa simplicidade e desejo de servir mais a Deus que aos homens, presente nos escritos de Francisco, ganha firmeza diante do segundo relato evangélico:

“João disse a Jesus: ‘Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco’. Jesus disse-lhe: ‘Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor’” (Lc 9:49-50).

Assim Francisco pediu que os seus se comportassem entre os infiéis: primeiro servissem, depois pregassem oralmente, com a firmeza de sempre confessar o Senhor (Regra Não-Bulada, n. 16):

“os frades que vão [entre os sarracenos e outros infiéis], podem comportar-se espiritualmente entre eles de dois modos. Um modo é que não façam nem litígios nem contendas, mas estejam submetidos a toda criatura humana por Deus (1Pd 2,13) e confessem que são cristãos. Outro modo é que, quando virem que agrada ao Senhor, anunciem a palavra de Deus, para que creiam em Deus onipotente, Pai e Filho e Espírito Santo, criador de tudo, no Filho redentor e salvador, e que sejam batizados e se tornem cristãos, porque quem não renascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no reino de Deus (cfr. Jo 3,5).”

Francisco foi um idealizador e defensor de uma paz fruto da Justiça e da compreensão, não das armas ou imposta.

Assim ele se portou diante de justos e pecadores. Perante ladrões, líderes, sociedade, ele pregou a mansidão e a busca incessante da paz.

“Seja feita a Tua vontade”

É importante entregar-se à confiança no Senhor e na profunda paz que Ele proporciona. Aceitando os seus desígnios, mas na busca constante da construção de seu Reino, é preciso agir com serenidade, ser “prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10:16).

Inspirados por Francisco, digamos como Jó (1:21): “Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou: como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!”

Paz e Bem!