Franciscanos Seculares em Natal

Estruturada a partir de Fraternidades Locais, a Ordem Franciscana Secular compõe-se de pessoas que, assumindo sua condição de batizados, propõem-se a, no estado secular, seguir o Evangelho conforme o exemplo de São Francisco, observando a Regra e Vida da OFS. A Fraternidade São Francisco de Assis integra a Família Franciscana do Brasil e fica na Cidade Alta (Centro), em Natal-RN. Foi a primeira da cidade.

Levar o Evangelho à Vida

"Hoje que a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária, há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um missionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho." (Evangelii Gaudium, n. 127)

Oração de São Francisco


sábado, 16 de abril de 2011

Domingo de Ramos: como viver este dia?

Isaías 50,4-7; Salmo 22; Filipenses 2,6-11;

Evangelho: Mateus 21, 1-11 (antes da procissão) / Mateus 26,14-27,66 (após a procissão)

(Onde ler? Sugestão de leitura pela facilidade de acesso ao texto na internet: Bíblia Sagrada, editora Paulus; ver seção "links úteis", à direita nesta página)

Ao recordar a explosão de alegria do povo de Israel, que proclamava Rei o humilde de Nazaré, nós, cristãos, fazemos uma profissão de fé sincera em Jesus, Filho de Deus e irmão nosso. Nós o aclamamos Rei e Senhor de nossas vidas, de nosso povo, porque Ele nos conquistou para si e fez de nós o reino do pai, não através da força nem do poder, mas dando a própria vida por nós e elevando-nos à dignidade de filhos, mediante sua ressurreição.

Nesse dia pedimos a Cristo que entre em nossas vidas como Deus e Senhor; que reine em nossas famílias, em nossos grupos, em nossa FRATERNIDADE DA OFS, em nossa sociedade. E que nos ajude a manter a dignidade de filhos de Deus e nos conceda o dom precioso da fraternidade.

Ao sair da Igreja, levemos para nossas famílias e ambientes de trabalho uma alegria e uma esperança - isto é, a certeza de que a "libertação" operada por Cristo será progressivamente uma realidade até que Ele seja o único Senhor de nossas vidas e que, em nosso relacionamento, se reflitam as notas características do Reino: a fraternidade, a justiça, o amor e a paz.

Domingo de Ramos


A SEMANA SANTA tem início com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Neste dia, a eucaristia é precedida da "bênção e procissão dos ramos", mediante a qual relembramos a alegria e a festa que o povo simples organizou quando Jesus entrou em Jerusalém, reconhecendo nele o Messias esperado.

Depois da procissão de ramos, é proclamada solenemente a paixão do Senhor para que nos deixemos impregnar pelo espírito da SEMANA SANTA e para compreendermos como Jesus alcança o triunfo mediante o sofrimento e a morte.

Os ramos que, nesse dia, conduzimos na procissão, são símbolo de vida e vitória, alegre afirmação de nossa fé e esperança numa nova vida, que teve início com a morte e triunfo do Senhor.

Preparação para o Tempo Pascal


Neste sábado, 16/04, a Fraternidade teve sua preparação para o Tempo Pascal com uma espiritualização realizada pelo Assistente Espiritual, Frei Franklin. Na oportunidade, foram aprofundados diversos elementos e significados litúrgicos, como forma de contribuir com a formação permanente e, assim, possibilitar que os irmãos preguem cada vez mais com seus atos.
Acima de tudo, é preciso lembrar que a conversão e reconciliação da quaresma, bem como, a ressurreição pascal devem ser meta diuturna do franciscano secular por todos os dias de sua vida. Assim ele promete ao Senhor, assim está na Regra e Vida, assim é a oração diária.
Mas a Igreja contribui comunitariamente para esses objetivos com o tempo católico no qual todos se unem para contemplar detidamente cada mistério do Senhor.
Depois da preparação quaresmal, devemos, nesta Semana Santa, admirarmos cada momento e detalhe do que representa a ressurreição do Cristo.
Esse é um caminho de paz, mansidão, fraternidade e amor ao próximo. Conduz a que cada um se conheça melhor e assim possa seguir livremente o caminho da libertação; o caminho de Deus.

Gostaríamos de compartilhar esses momentos e essas reflexões com todos que acompanham este meio eletrônico de comunicação.

Assim, a cada dia, serão postadas as orientações próprias para que cada um possa usufruir do momento e da comunhão dos santos nesta celebração tão importante.
Serão colocados os textos elaborados por Frei Franklin Diniz e as indicações acerca das orientações e leituras do dia.

Esperamos dessa maneira contribuir para que este momento seja vivenciado no mais íntimo de cada um, e que assim possam ser vislumbradas as graças e bênçãos da crença na ressurreição de Nosso Senhor.
Esse conhecimento deve ser divulgado, colocado em prática e servir para evangelização. Pois nele há grande tesouro.

Paz e Bem!

domingo, 20 de março de 2011

Capítulo Avaliativo

Em atenção às prescrições de São Francisco e atenta ao carisma Franciscano e, particularmente, à menoridade, a nossa Fraternidade local realiza nesta data seu capítulo Avaliativo.
Será o primeiro Capítulo desde o Eletivo, no qual foi escolhido para servir o atual Conselho.
Que todos rezem pelo seu sucesso na manifestação de fraternidade, na apresentação de objetivos e na revisão dos passos dados.
Que o Espírito Santo nos ilumine.
Paz e Bem!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Melhorias no Blog

No desejo de aprimorar o serviço prestado por este Blog e pela própria Fraternidade, foram acrescentadas mais duas páginas: "Calendário" e "Como chegar".
As mesmas podem ser acessadas com um simples clique nas abas situadas logo acima, no alto desta página.
No Calendário, os interessados e os membros da Fraternidade podem conferir as datas e os locais das reuniões e atividades principais previstas anualmente na Ordem, como as festas e solenidades franciscanas.
E, na seção "como chegar", os interessados e demais irmãos franciscanos poderão visualizar a localização de nossa sede e assim poder realizar uma visita fraterna.
Que o carisma franciscano cada vez se espalhe mais por todos aqueles a quem o Senhor o dirige.
Paz e Bem!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Do Evangelho à vida: o pecado que nos espreita

Retomando tema de liturgia anterior (crer verdadeiramente em Deus), as leituras de hoje (segunda-feira da 6ª semana comum, ano ímpar), nos lembram de mostrar nossa fidelidade através de nossas ações, mais do que com nossas palavras (lembremos de Mt 7:21: "Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor’, entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai, que está no céu" - ver textos sobre produzir bons frutos e sobre estar junto de Deus). Assim também está na Regra e Vida, nas Constituições Gerais e nos Escritos Franciscanos.
Por isso o Senhor lhe diz ainda antes que matasse Abel: "Por que estás cheio de cólera e andas com o rosto abatido? É verdade que, se fizeres o bem, andarás de cabeça erguida; mas se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te".(Gn 4:6-7).
Pois, "de que adianta você recitar meus preceitos e ter sempre na boca a minha aliança, se você detesta a disciplina e rejeita as minhas palavras?" (Sl 49:16-17).
Saibamos discernir nossos sentimentos e avaliar, com a ajuda do Espírito Santo, nossos desvios, antes que seja tarde e não possamos mais impedir nossos atos.
Paz e Bem!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Do Evangelho à vida: expulsos do paraíso

O Evangelho liturgicamente proposto para hoje (5ª semana comum, sábado, ano ímpar) nos fala da expulsão do homem do Paraíso, da distância que surge ao fugirmos dos planos de Deus. A partir daí, a humanidade passa dificuldades, pois comerá "o pão com o suor do teu rosto" (Gn 3:19), numa alusão às dificuldades surgidas quando não estamos com Deus, pois Ele é nosso refúgio (Sl 89:1).
Mas, se "não há o que comer" (Mc 8:1), a misericórdia de Deus nos orienta, nos ajuda a, como na primeira multiplicação, aprendermos a compartilhar o pão. Senta-se conosco, e todos ficam saciados.
Confiemos no Senhor.
Paz e Bem!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

11 de fevereiro: Nossa Senhora de Lourdes


Hoje, festeja-se a memória da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, a Santa Bernadette Soubirous (iniciadas em 11 de fevereiro de 1858, há mais de 150 anos). Durante três anos, na gruta de Massabielle, a "dama" apareceu e em 25 de março declarou "eu sou a Imaculada Conceição"!
No local, Bernadette cavou e brotou uma fonte, como também em Fátima, cuja água foi meio para incontáveis milagres e ações de bondade devidamente documentados e comprovados por todo o mundo.
Nesta data, a Igreja propõe a Jornada Mundial do Doente (journée mondiale du malade), desde o venerável João Paulo II, como forma de nos conscientizarmos sobre os mistérios do sofrimento e nos solidarizarmos com os doentes.

Conheça mais clicando no link para os Santuários de Lourdes à direita desta página (Templos e Santuários), onde pode ver outros mais, ou aqui.

Do Evangelho à Vida: o pecado no mundo

A mulher “colheu um fruto, comeu e deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu” (Gn 3:6)

Como já comentado na postagem anterior, podemos imaginar “a mulher” como o crescimento do gênero humano, algo que vem de seu interior. Essa mesma “mulher”, que, como Maria (clique aqui para texto sobre a Imaculada Conceição), é a imagem terrena do Amor de Deus.

Mas, em termos de gênero, homem e mulher comem o fruto. Ou seja, a humanidade.

Comer do fruto, abrir os olhos para o bem e o mal, saindo da vida de pureza espiritual, significa enfrentar diretamente as vicissitudes do mundo.

E o homem não as vence sem considerar seu lado santo.

Essa participação no divino, que se dá através da observância da Lei Divina, é quebrada pela idéia de autosuficiência.

No texto sobre a Luz do Mundo (clique aqui) pode ser visto o trecho de Isaías que descreve o significado de seguir o Senhor: libertar a si e aos outros da opressão.

Seguir Jesus é, assim, o caminho da liberdade.

Uma liberdade não para o gozo irrefreado dos próprios sentidos, pois seria uma prisão viciante nestes, mas em busca do autodomínio (São Francisco nos ensina nas admoestações, c. 10, que

“cada um tem em seu poder o inimigo, isto é, o corpo, pelo qual peca. Por isso, bem-aventurado é o servo (Mt 24,46) que sempre mantiver preso em seu poder tal inimigo e sabiamente guardar-se dele; porque, enquanto fizer isso, nenhum outro inimigo visível ou invisível poderá prejudicá-lo”).

Afastamo-nos desse caminho quando achamos que não precisamos da ajuda de Deus em determinado momento, quando achamos que não queremos perturbá-lo com nossos problemas, quando julgamos que temos poder por nós mesmos para fazer o Bem (Disse São Tiago - Tg 1:16-17:

"não se enganem, meus queridos irmãos: qualquer dom precioso e qualquer dádiva perfeita vêm do alto, desce do Pai das luzes, no qual não fases ou períodos de mudança").

Isso não é diminuir a condição humana, antes engrandecê-la ao extremo, inserindo-a na obra da criação. Pensar o contrário é exatamente menoscabar a existência de Deus, procurar desmerecê-Lo, ainda que inconscientemente, e ir para longe do Paraíso, da felicidade.

Também assim quando julgamos que há coisas para Deus cuidar e coisas para nós fazermos. Esquecemos que nada escapa de sua onisciência.

Deus toca nossos ouvidos e nossa língua e imediatamente, nossos ouvidos se abrem à Revelação, passamos a divulgá-la e pregar sem dificuldade a obra do Senhor (Mc 7:31-35).

Estejamos atentos a reconhecer a ação de Deus em nossas vidas, em nosso dia-a-dia.

Paz e Bem!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Do Evangelho à vida: a criação

Breve mensagem sobre o ser humano, criatura de Deus

Gn 2:18-20:
O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele”. Então o Senhor Deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves do céu, e trouxe-os a Adão para ver como os chamaria". (...) E Adão deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens, mas Adão não encontrou uma auxiliar semelhante a ele.

As belíssimas passagens do Gênesis nos ensinam que, no que Deus permite, o homem participa da criação. A primeira proposta do Senhor é que o homem, inserido na natureza, sinta-se completo com ela.
Isso é que nos chama a atenção. Como a nudez não envergonhava (v. 25), fala-se em um estado de pureza, de encantamento com o divino e de busca da plenitude, onde o ser humano teria sua felicidade completada com o ambiente, com o restante da criação.
Mas o homem precisa não só estar no mundo, mas de algo que venha de seu interior. Homem e mulher (palavras com o mesmo radical na escritura original): eis a companhia perfeita na pureza.
Eis a castidade que se quer renovada pelo matrimônio: a procura de reviver esse momento com Deus numa relação que procura ver a beleza da revelação do Evangelho nas ações do outro.
Buscando assim, a felicidade que apenas pode ser encontrada na contemplação do Criador, a partir do interior do homem, esteja ele sozinho no mundo ou não.
Paz e Bem!

Retorno às atividades



No último domingo a fraternidade retomou suas reuniões regulares.
Na ocasião, refletimos sobre o amor ao próximo a partir das Admoestações de São Francisco de Assis.
Nosso assistente espiritual, Frei Franklin Diniz, fez belíssima pregação acerca do Evangelho (5º domingo, ano A) sob o tema "vós sois o sal da terra, a luz do mundo".
Lembrando do significado de ser luz, voltamos os pensamentos ao Senhor (Jo 8:12; 9:5), que é nossa Luz, nossa fonte. Andar com Ele, segui-Lo, é observar seus mandamentos. E observando seus mandamentos, estaremos iluminados e poderemos iluminar os outros.
Assim, seremos nós então luz para o mundo (Mt 5:14). Por isso Francisco nos exorta a lembrarmo-nos sempre que todo o Bem vem dos céus e não de nossas próprias obras (Admoestações).
E essa Luz está desde o início, "que exista a luz" (Gn 1:3), pois, "no começo a Palavra já existia" (Jo 1:1).
O Frei nos lembrou do hebraico, onde as palavras já significam atitudes.
Daí devermos estar conscientes de sermos um sal purificador (como em Ez 16:4) e símbolo da união com o Criador (como em Nm 18:19). Franciscanamente, pregando com as obras.
Eis o caminho do Senhor.
E assim escreveu Isaías (58:6-8) sobre essa trilha de retidão, solidariedade, temor a Deus e salvação:

"O jejum que eu quero é este:

acabar com as prisões injustas,
desfazer as correntes do jugo,
pôr em liberdade os oprimidos
e despedaçar qualquer jugo;

repartir a comida com quem passa fome,
hospedar em sua casa os pobres sem abrigo,
vestir aquele que se encontra nu,
e não se fechar à sua própria gente.

Se você fizer isso, a sua luz brilhará como a aurora, suas feridas vão sarar rapidamente, a justiça que você pratica irá à sua frente e a glória de Javé virá acompanhando você."

Paz e Bem!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Da vida ao Evangelho: solidariedade

As recentes tragédias no Estado do Rio de Janeiro são um chamado à nossa solidariedade cristã. Os momentos de tão intenso sofrimento, a fraternidade e a caridade-amor que invocam são uma bela oração a ser oferecida a Deus. Sejamos fraternos. Mas sem esquecer, como Francisco ao beijar o leproso, os sofrimentos dos que estão perto de nós.
É um importante momento, também, para pensarmos nossa relação com a natureza. Tão bela e tão presente, do nascimento à morte, passando pela vida humana.
O ciclo de recriação da paisagens sempre existiu e continuará. A questão é como o homem procura se inserir nela e de que modo se relaciona com a mesma.
Não é culpa de uma pessoa isolada ou de um determinado grupo que está num local. Mas sim da forma como a humanidade, em seu conjunto, compreende.
Como Adão, tendemos a achar que já dominamos o que existe para ser dominado. E vem os eventos.
Mas isso não afastaria o desígnio de Deus. Cada um tem a razão de sua morte, cada um tem a razão de sua sobrevivência. Mas Deus as tem a todas.
Para os que ficam, é momento de orar, fazer-se um com o outro e abrir-se à ação divina.
Paz e Bem!

Frei Airton

Ontem faleceu o estimado Frei Airton, que vivenciava o carisma Franciscano na Fraternidade do Convento Santo Antônio em Natal-RN.
Houve concelebração em sua memória com a presença de seis bispos, dez sacerdotes e um diácono membro de nossa fraternidade secular. O arcebispo de Natal, Dom Matias, fez a homilia.
A OFS esteve humildemente presente nesse momento de solidariedade todo o tempo, através dos irmãos não só de nossa Fraternidade mas também das demais do Distrito e Regional. Agradecemos a todos.
Pessoa querida e que gerou tantas demonstrações de carinho pela sua partida corporal, o irmão deixa saudades, mas a certeza de que continua na vivência fraterna da comunhão dos santos. Pois "é morrendo que se vive para a vida eterna". Que Nossa Senhora e o Pai Eterno o acolham. Paz e Bem.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Do Evangelho à Vida: o Amor é maior

O Amor é maior e está na criação. O temor a Deus, a finitude do homem, a consciência da condição de criatura decorrem da constatação de que Ele nos amou primeiro. Como diz São João, Deus é amor.
Paz e Bem!

4 de janeiro: Santa Ângela de Foligno

Do site da Canção Nova:
Nasceu na Itália, no ano de 1248, em Foligno, próximo a Roma, numa família muito abastada. Mas, infelizmente, não vivia a maior riqueza, que é o amor a Deus. Dentro deste ambiente indiferente a Deus e à Igreja, amenina foi crescendo. Ela foi para o sacramento do matrimônio, teve vários filhos, mas, infelizmente, tanto os filhos e depois o esposo faleceram. Imagine como estava o coração dessa mulher! Mas, deixando-se levar por uma vida distante de Deus, entregava-se às festas, às vaidades, cada vez mais longe de Deus e dela mesma, até que sentiu o toque da misericórdia do Senhor. Ela tocou o seu vazio existencial. Foi quando recorreu à Virgem Maria e buscou o sacramento da reconciliação.Ela tinha 40 anos quando se abriu para esse processo maravilhoso que se chama conversão. Numa peregrinação a Assis, ela fez uma profunda experiência com o amor de Deus. Doou todos os seus bens aos pobres, entrou para a família franciscana na ordem terceira, viveu uma vida reclusa e saía para peregrinações em Assis.Santa Ângela foi instrumento de conversão a partir do momento em que se abriu e levou muito a sério sua vida de conversão.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal! Aleluia, Cristo nasceu!


No Advento, preparamo-nos para a vinda de Deus entre os homens.
No Advento, preparamo-nos para, como disse Francisco na carta aos fiéis, engravidar e dar à luz o Cristo (http://ofsnatal.blogspot.com/p/carta-aos-fieis.html).
Preparamo-nos para dar à luz obras de amor, iluminando o mundo com nosso exemplo (Carta aos fiéis, v. 10). Deixamos de lado tudo que nos entristece do mundo, tudo que não é divino, para nos entregarmos a seguir os passos de Cristo, fazendo-o presente em nosso dia-a-dia e no dos irmãos.

É o Natal que chega. Hora também de meditarmos sobre como temos servido a Deus nas nossas vidas. Diariamente. Não apenas louvando aos domingos ou se preocupando com o oprimido em momentos específicos.
Pois, “a carga sobre os ombros” (Is 9:3) é retirada pelo Senhor (clique aqui para ler sobre o tema).

O mistério da encarnação, a simplicidade que fez Francisco desejar ver de perto esse momento em que o desejo do homem pelo divino foi contemplado com a vinda de Deus para dentre os homens, realiza-se. Lembramos isto no tempo do Natal. Não apenas num dia, numa noite, mas durante todo o tempo do Natal. Francisco em Greccio fez o primeiro presépio, segundo nos conta Tomás de Celano (Primeira Vida, n.84), em 1223; “e de Greccio se fez como que uma nova Belém”, pois sua “mais sublime vontade, o principal desejo e supremo propósito dele era observar em tudo e por tudo o santo Evangelho”.
Seguir a Cristo é “abandonar a impiedade e as paixões mundanas”, como nos lembra São Paulo na liturgia desta noite (Tt 2:12). Por isso o Filho de Deus nasce pobre, numa manjedoura, num abandono completo das riquezas do mundo. Assim anunciou que a salvação não vem das coisas materiais.
Por isso os reis magos (Mt 2:11) ajoelham-se e oferecem ouro, incenso e mirra ao menino Jesus: para desde o início mostrar que a sabedoria e a riqueza do mundo devem estar a serviço do louvor de Deus.
Enfim, hoje é um dia em que se antecipa a santificação da família pela completude da vinda do Filho. Um pai que assume a missão de acreditar em Deus e zelar pela fé e pela vida. Uma mãe que aceita o Espírito Santo e medita suas palavras. Um Filho que resplandece o plano de Deus para a humanidade.

Louvemos ao Senhor, Feliz Natal! Paz e Bem a todos!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Confraternização natalina

A confraternização natalina da Fraternidade, realizada ontem, foi um momento de oração e alegria.
Animada pelo ministério de música Maranathá (Monte Alegre-RN), iniciou pela celebração natalina conforme o devocionário - incluindo a encenação do presépio - e seguiu com a partilha de um lanche fraterno, danças folclóricas, amigo secreto e mensagens natalinas.
Foi um momento de muita alegria, do qual participaram não só membros da fraternidade, mas também diversos irmãos atraídos pelo carisma franciscano, numa evangelização sincera e aberta.
Na ocasião, como símbolo do nascimento do Cristo, a Fraternidade ofertou conjuntos de enxovais a mães carentes ainda grávidas - pois já são mães por carregarem em seus ventres os pequeninos que veremos no amanhã.

O importante é que deixemos Jesus nascer em nossos corações, engravidados pelo Espírito Santo, através de atos de amor para com o próximo e para com aquele que temos dificuldade de fazer próximos!

Paz e Bem!

- brevemente as fotos serão colocadas no Blog -

domingo, 19 de dezembro de 2010

Confraternização Natalina

Hoje pela manhã, ocorrerá a confraternização natalina da Fraternidade em sua sede, na Rua Pitimbu, Cidade Alta.
Na ocasião, será feita reflexão sobre o advento e o Natal e o presépio de São Francisco.
O carisma franciscano convida a todos para participar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Do Evangelho à vida: fazer a vontade do Pai


É preciso preservar a fé diante do mundo.

O devocionário franciscano chama a atenção para nos concentrarmos no advento como um tempo de encontro: do humano e do divino, pois é uma preparação para refletir sobre o Deus que se fez homem.

Todos podem se encontrar com Deus: “Desde além-rios da Etiópia, os que me adoram, os dispersos do meu povo, me trarão suas oferendas” (Sf 3:10), “Povos de todos os confins da terra, voltai-vos para mim e sereis salvos, eu sou Deus, e não há outro” (Is 45:22).

E esse caminho para manter a fé, para alcançar a grandeza do divino a partir da paradoxal pequenez que teme a Deus, ou seja, que se reconhece criação, foi-nos ensinado:

“Darei aos povos […] lábios purificados, para que todos invoquem o nome do Senhor e lhe prestem culto em união de esforços. […] E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará. (Sf 3:9,12-13)

Por isso, diz o Salmo 34:

“Vou bendizer a Javé o tempo todo, seu louvor estará sempre em minha boca.[…] O anjo de Javé acampa ao redor dos que o temem, e os liberta. Provem e vejam como Javé é bom: feliz o homem que nele se abriga. Tema a Javé, povo consagrado a Javé, pois nada falta aos que o temem. […] Quem de vocês não deseja a vida? Quem não quer vida longa para prosperar? Então guardem a língua de falar mal e os lábios de dizer mentiras. Evitem o mal e pratiquem o bem, e sem descanso procurem a paz. […] O justo sofre muitas desgraças, mas de todas elas Javé o liberta” (Sl 34:2, 8-10, 13-15, 20).

Sobre o assunto, Jesus retoma para os que não acreditam nele, a comparação com o que foi feito a João Batista. Não aceitar que ele trazia um anúncio do Pai é equivalente a dizer que acredita em Deus, mas não observa seus mandamentos. O importante, é fazer a vontade do Pai, independentemente da manifestação exterior da fé, tal qual o filho que se manifesta contrário à vontade do pai, mas cumpre-a fielmente. (Mt 21:28-32)

Como Francisco exortou, preguemos por nossas obras.

Por isso também os últimos – os excluídos, aqueles a quem a mensagem pareceria ser dirigida em último lugar, como os povos distantes da Terra – precederão aqueles que ouviram primeiro. Os últimos serão os primeiros (clique aqui para postagem sobre o pastor e as ovelhas).

Disse o Senhor pelo profeta Isaías:
"Céus, deixai cair orvalho das alturas, e que as nuvens façam chover justiça; abra-se a terra e germine a salvação; brote igualmente a justiça: eu, o Senhor, a criei” (Is 45:8).

Foi com a profecia de Isaías (45:5) que Cristo confirmou a João Batista sua vinda: curando os que não vêem e os que não ouvem (Mt 11:5), reanimando os mortos, purificando os leprosos, fazendo andar e evangelizando os pobres (Lc 7:22). Ele não fez longos discursos teológicos, mas agiu e realizou o plano de Deus.

Tornou próxima do fiel a salvação (clique aqui para postagem sobre a vinda do Senhor e aqui para postagem sobre o que Deus nos dá).

Por tudo isso, clama o Salmo 85 (vv 10-13):

É o Advento. Deus (a chuva que vem do céu) e a humanidade (o fruto que brota da terra) se encontram.

O Amor de Deus, com a fidelidade da criação. Quando acolher a chuva, a terra frutificará. Quando deixar que a palavra de Deus fecunde seu coração, o homem dará à luz obras de Amor, de caridade.

Paz e Bem!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Da vida ao Evangelho... a vida com Deus entre os irmãos

Podemos bem dizer que o fiel sofre hoje a ação dos tempos e que sua religião é atacada por tantos que não concordam com sua fé.
Mas também podemos reconhecer que hoje as formas de comunicação e a liberdade de expressão possibilitam um debate que antes não existia.
Lembremos de Francisco de Assis, que sempre exortou à mansidão e à pregação por atos e pela paz. Ensinamentos tão levados adiante pelos seus seguidores, como Santo Antônio.
Pregar por atos é oposto ao desprezo pelo que não professa a nossa fé. Desde que no caminho do Senhor, sirvamos sem temor e preconceitos.
Agora, as regras de uma sociedade são construídas de acordo com a cultura que a compõe. E, ainda que não se possa falar aqui de fiel seguimento aos preceitos da Igreja Católica, o Brasil é um país de indiscutível matriz cultural cristã. O que faz com que isso seja levado em consideração na construção de nossas diretrizes laicizantes do Estado.
O Estado é laico. Mas o povo não é.
Isso significa que a interpretação do dia-a-dia certamente será calcada naqueles preceitos de moral religiosa que formam a base das normas grupais da sociedade onde se vive.
Todavia, isso não pode resultar em desrespeito à liberdade de manifestação das outras crenças, desde que esta não resulte em agressão ou em violação de direitos consagrados como fundamentais e inerentes a nosso processo de formação cultural.
Daí não poder o católico achar que deve diminuir o uso de seus símbolos - toda religião os tem por definição e eles se acumulam com o tempo -, pois estaria a se negar, nem exigir retirada dos demais.
Também, não se deve criticar ou achar que alguém tem caráter desmerecedor por não ter religião.
A pretexto de defesa das convicções atéias, pretendeu-se em algumas cidades, criticar a religião (clique aqui para notícia). É preciso se reafirmar que acreditar em Deus não define caráter. Seguir a Deus e seus mandamentos, sim.
A fé não deve, por outro lado, ser entendida como uma prisão ou ausência de liberdade de pensamento. Antes o contrário.
Porém, na medida em que ninguém é obrigado, nem deve sê-lo, a seguir determinada religião - eis a laicidade do Estado - ao dizer que a segue, supõe-se que livremente exerceu seus questionamentos, compreendeu sua vocação e aceitou. Nada de dizer que é de uma religião mas não concorda com isso ou aquilo. Ou concorda ou não. Divergências internas sempre são possíveis no catolicismo, por exemplo, conforme suas regras de diálogo próprias. Porém, a pessoa deve compreender que se insere no grupo que defende este ou aquele posicionamento.
O ressentimento por não se compreender inteiramente o divino ou por se julgar não amparado por Deus, não deve levar ao ataque da religião; antes, ao entendimento desta.
Do mesmo modo, o cristão deve ter a paciência para saber pregar e desejar o amor ao outro (clique aqui para postagem sobre discernimento).
Paz e Bem!

Do Evangelho à vida: as perguntas e respostas do mundo

"Donde vinha o batismo de João?" (Mt 21:25)
O mundo e suas preocupações, sua fé materialista, seu apego ritualístico que definia como deveria ser Deus, para além das preocupações aceitáveis acerca de em que ou em quem acreditar, procurava provar que Jesus não era o Cristo.
Mas Deus não responde às questões do mundo como ele deseja.
Se são antevistas as réplicas que o mundo já prepara, não adianta dar resposta.
O cristão precisa agir com seriedade e consciência no mundo, com responsabilidade, aceitando seus passos e se preparando para o porvir. Por isso, os filhos da luz também devem ser "espertos" (Lc 16:8), para não estarem a servir a Deus e ao dinheiro.
Jesus então busca comparação com o mensageiro que lhe precede, João Batista, pois as questões do mundo, por si só se resolvem diante dos planos de Deus. Pois, os acusadores têm medo de dizer que era uma ação apenas humana - para não se indispor com o povo - e se recusam a acreditar em algo contrário aos seus pensamentos e modo de vida. Enfim, são como as crianças que, na sua ingênua brincadeira, não sabem ao certo o que exigir do outro para se satisfazerem (Mt 11:16).
Devemos agir com serenidade nestes tempos, sempre buscando a construção do Reino dos Céus.
Tenhamos em mente a resposta de Balaão a Balac, quando disse que mesmo que recebesse o palácio deste cheio de ouro e prata para amaldiçoar os hebreus,
"não poderia ir contra a ordem de Javé, fazendo o mal ou o bem por conta própria. Só direi o que Javé me mandar"
(Nm 24:13; 22:18).
Paz e Bem!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Do Evangelho à vida: recaídas

“Até os jovens se fatigam e cansam, e os moços também tropeçam e caem, mas os que esperam em Javé renovam suas forças, criam asas, como águias, correm e não se fatigam, podem andar que não se cansam.” (Is 40:30-31)

“Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11:28)

Cristo disse que sua carga é suave, seu fardo, leve. Carregar a sua carga, ao contrário daquela dos que oprimem, significa aprender com ele a mansidão e a humildade (Mt 11:29-30).

É entrar com Ele no Reino dos Céus, o domínio de Deus, do divino.

Mas, para isso, precisamos ver tudo com olhos novos (“a lâmpada do corpo é o olho”, e nosso coração estará onde colocarmos nosso tesouro, Mt 6:21-22; clique aqui para postagem sobre "enxergar de novo"). Por isso Jesus explica a seus discípulos sobre a grande mudança sinalizada por João Batista (o sinal de Elias, Mt 11:14; Ml 3:23): nada antes foi maior que Ele, mas agora, ele é apenas o início de um novo tempo, a abertura dos céus.

Eis o relato dos fatos e sua mensagem divina, conforme a condição humana alcança. Para nossa vida, fica a lição de que Cristo nos abre novos caminhos, nos quais, ainda que nele carreguemos cruzes, a fé faz com que tudo que passou seja diferente.

O que houve de ruim, mal, errado, fica para trás. Com Deus, temos novas esperanças.

Se algo foi bom, será melhor ainda.

Carregar o fardo do Senhor é participar da entrada nesse mundo de graças, nesse Reino dos Céus.

Paz e Bem!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imaculada Conceição - 08/12


Fruto de longos debates teológicos entre os doutores da Igreja, o papa Pio IX enfim estabeleceu o dogma da Imaculada Concepção de Maria Santíssima, após numerosos pedidos dos fiéis leigos e religiosos.

Ela é a virgem concebida sem pecado, como na medalha apresentada a Santa Caratina Labouré (1830). Assim ela disse em Lourdes a Santa Bernadete Soubirous: "Eu sou a Imaculada Conceição" (1858).

Ela é a mulher que no Gênesis está contraposta à serpente e que no Apocalipse (cap. 12) novamente se levanta contra ela (João Paulo II, mulieris dignitatem, n. 30).

Por seu sim abrem-se as portas da salvação para o mundo. Pelo ato humano de despretensiosa obedência a Deus, Cristo entra em nossas vidas.

Cheia de graça, ela desposa o Espírito Santo e, completando o milagre da Encarnação, é-nos demonstração de como devemos agir no mundo.

Para receber seu Filho, o Pai fê-la livre de toda nódoa, de todo pecado, de tudo que afasta de Deus. Seu ventre imaculado recebeu o próprio Deus, que veio a nós. Lembrança que comemoramos no Natal.

A Deus, nada é impossível.

Maria é o envoltório no qual reluz a glória de Deus. Ela representa o nosso sim ao projeto divino.

Tudo pode ser mudado.

Paz e Bem!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Do Evangelho à vida: o pastor e suas ovelhas

Neste tempo do advento, convém que reforcemos nossa humildade diante de Deus.

Dele provém toda a misericórdia que precisamos e com Amor ele a entrega a cada um conforme sua necessidade.

Hoje, a leitura do Evangelho de São Mateus, capítulo 18, 12-14, nos diz que ainda que um homem perca apenas uma de suas cem ovelhas, ele volta para procura-la.

Que bela imagem!

Aquele que é o dono guia e volta para procurar.

Mais: exulta de alegria como antes não exultara.

Para bem compreender esse tema, é preciso retomar a profecia de Isaías (40:11), que comparara Deus a um pastor que apascenta seu rebanho e tange as ovelhas, carregando nos braços os pequeninos. No mesmo Evangelho de Mateus, voltado a mostrar aos judeus o caráter divino de Jesus, relata que Cristo viu a multidão abatida e enfraquecida pela opressão política e religiosa como “ovelhas sem pastor” (Mt 9:36). E Cristo, mostra a sabedoria teológica de São João, é o bom pastor (Jo 10:14).

Para isso, como João Batista, temos de aplainar o caminho para o Senhor. Tema tão forte que é trazido em profecias e repetido pelos quatro Evangelistas (Is 40:3; Ml 3:1; Mc 1:3; Mt 3:3; Lc 3:4; Jo 1:23).

E isso é o que fazemos no advento. Para isso repetimos esse tempo: preparar o caminho para o Senhor em nossas vidas, retirar os obstáculos para que Ele reine em nosso ser.

Essa tarefa implica em compreender que não somos melhores por estarmos sempre com o pastor. E não devemos desprezar aquela ovelha que se desgarrou do grupo.

Como na parábola do filho pródigo, o pai explica ao filho que estava com ele: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu” (Lc 15:31). Que os bons não pensem, como se estivessem arrependidos, na vida, talvez desregrada, que até então levou aquele irmão que se desviou ou demorou a atender ao chamado do Pai. Pensem em como foi duro para ele, neste mundo, vencer as tentações e juntar-se aos que já seguiam ao pastor e tanto ansiavam por sua vinda, numa plena comunhão dos santos.

Como na parábola dos denários ofertados aos operários (Mt 20:1-16), o dono da vinha administra o seu Reino como deve ser. A bondade de Deus é maior do que possa pensar a noção humana de Justiça.

Participar do banquete de Deus é uma honra para aqueles que estão em seu caminho, que não se acumula, pois não é como as riquezas mundanas. É o gozo pleno da felicidade, e não gera arrogância, nem poder, sim solidariedade, fraternidade. Por isso, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

Paz e Bem!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Do Evangelho à Vida: Advento

O tempo do advento é o momento em que a Igreja convida os fiéis do mundo inteiro a se unirem em oração na espera do Natal do Cristo.

Ou seja, é um período de preparação espiritual para podermos participar plenamente da beleza do mistério da Encarnação.

E uma primeira lição que nos é dada é a da humildade: de nada adianta ser o primeiro, pois maior glória é viver mansa e pacificamente e ter o reino dos céus.

Isaías predisse paz para o mundo (Is 2; 11). Essa Paz é o tesouro maior a ser buscado pelo vivente. E Cristo mostrou que ela não está em feitos miraculosos, mas em fazer o que o Pai deseja.

Na Bíblia, temos afirmações sobre fatos, sobre mistérios e caminhos para percorrer dentro e fora de nós.

Pai e Filho se conhecem.

Deus se revela aos pequeninos, porque, este é aquele que interiormente conhece o Pai, teme a Deus e sabe o muito que tem por crescer. Pois agindo como o Cristo, participaremos do banquete divino.

Paz e Bem!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do Evangelho à vida: "muitos virão em meu nome" (Lc 21:8)

"Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles." (São Lucas 21:8).

Enquanto virtude cristã, a paciência se exerce junto com a fortaleza. Como Paulo, alegre na prisão do Cristo, e Francisco, sabedor do tanto por fazer, o fiel deve ter em mente a pureza de não conhecer seu futuro. Deve planejar, para lançar fundações, mas viver do dia presente.

"Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado." (São Mateus 6:34).

E nisso deve haver a fé e a esperança. Em razão delas, o dia se converte em um espaço de luta pelo Bem, em prol do exercício fraterno da caridade.

Não devemos ter a pressa pelo Reino dos Céus. Sejamos como a pobre viúva que tudo disponibiliza a serviço do Reino por amor a Deus (Lc 21:2).

Jesus, diante de um ambiente que valorizava o material, diz que as moedas que ela coloca no Templo valem mais do que grandes oferendas. Ele faz essa observação não no sentido de que possamos tentar ao Senhor invocando o seu poder de nos manter ao nos desfazermos de tudo. É preciso antes nos lembrar que aquilo já é a dádiva que nos dá e que Ele é que nos escolhe e chama. Porém, devemos resistir à tentação de acumular riquezas e só dar as sobras - que sempre são menores.

Também lembremos que, quando Deus nos pede uma oferta maior, devemos estar dispostos a obedecer seu chamado, como fez Abraão.

Portanto, se estamos com Deus, se fazemos do outro o nosso próximo - e assim nele encontramos Deus -, se somos bem-aventurados construtores da Paz fora e dentro de nós, o Reino de Deus está bem perto. Não devemos ficar a procurar sinais extraordinários, pois mais não é necessário (Mt 12:39: "Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas"; Mt 16:4; Lc 11:29) e Deus os envia conforme preciso ou pela intercessão dos santos. Deus atende os justos. E os santos protegem aqueles que trilham os caminhos que eles tiveram no mundo.

Cristo deixou como presença visível o ato eucarístico, que é consagração e união ao mesmo tempo. Isso basta. Lá Ele sempre esteve desde sua paixão e estará, não nos deixemos levar por outras afirmações sobre sua vinda. Na hora certa, ele dirá. Confiemos no Espírito.

Paz e Bem!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Do Evangelho à Vida: nós, o Templo, os vendedores e os ídolos

A temática de hoje prossegue na exortação à luta pela Verdade. No Apocalipse, diante da urgência do fim dos tempos, quando vai ser realizado o mistério de Deus (Ap 10:7), João ouve o anjo dizer sobre o Evangelho: “Pegue e coma. Será amargo no estômago, mas na boca será doce como o mel” (v. 9).

O seguimento do Evangelho é doce, mas pode provocar amarguras, perseguições e incompreensões por parte do mundo.

Por isso disse o Cristo: “Minha casa será casa de oração” (Lc 19:46). Tudo que deturpe o corpo, Templo do Senhor (1Cor 3:16; 2Cor 6:16: “Que de comum entre o templo de Deus e os ídolos? Ora, nós somos o templo do Deus vivo, como disse o próprio Deus […] Portanto, saiam do meio dessa gente e afastem-se dela”) deve ser afastado.

Tudo vale a pena pelo Reino de Deus, o qual virá por sua graça e exige de nós perseverança no caminho (Lc 17:22-37; 18:29).

Paz e Bem!



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Do Evangelho à vida: discernir

Quando Jesus olha Jerusalém (Lc 19:41-44; liturgia da 33ª semana do tempo comum) chora diante da falta de compreensão que virá e do futuro daqueles não recebem a paz, os quais sucumbirão diante das forças do mundo (inimigos que não deixarão pedra sobre pedra), por não reconhecerem a presença do Bem ("tu não reconheceste o tempo em que foste visitada"; v. 44).
Assim é conosco.
Se não tivermos discernimento para identificar o Bem no momento em que Ele se apresenta em nossas vidas, ficaremos sujeitos às vicissitudes do mundo.
Se nos deixarmos levar pela beleza, pelas facilidades do mundo, não conseguiremos participar do inesgotável banquete divino.
Porém, para isso é preciso compreender que o caminho que parece mais fácil tende a não ser o caminho mais correto. O caminho de Deus não se define pela ausência de obstáculos, mas pela docilidade e simplicidade com que estes sucumbem ao justo. Para quem olha, são sacrifícios e dificuldades. Mas para quem passa por eles, caminho necessário e a liberdade na prisão de Cristo, como prega São Paulo. São passos que não causam dor nem sofrimento ao cristão, são feitos com naturalidade; eis o sinal da presença divina nos atos.
Todavia, seduzidos pelo mundo e o que há nele, somos tentados a escolher, a decidir, o que iremos considerar difícil ou fácil, certo ou errado, aos nossos olhos, mesmo que muitas vezes, no íntimo, saibamos que está errado. O seguimento dos mandamentos não falha.
Às vezes, é difícil discernir. Às vezes, é tentador dizer que certa regra precisa ser "atualizada" - mesmo sabendo que não é o caso - para não a seguirmos.
Precisamos resistir à tentação de olhar o divino apenas com os olhos do mundo.
Que Deus nos ajude a dar os passos corretos e acolhê-lo.
Paz e Bem!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Santa Isabel da Hungria (17/11)


Hoje a Ordem Fransicana Secular celebra sua co-padroeira, Santa Isabel da Hungria. Sua intercessão junto a Deus pelo crescimento de nossas fraternidades e o carinho para com os pobres é um alento nas dificuldades.

No seu tempo, Isabel enfrentou preconceitos e privilégios para atender os mais necessitados. Expulsa da Corte húngara após a morte de seu esposo, encontrou socorro com os franciscanos para ela e seus filhos. Faleceu em 1231 aos 24 anos, na Ordem Teceira, cuidando dos enfermos.

As flores que carrega devem-se ao fato transmitido oralmente de que, certa vez, tendo sido surpreendida com comida para os pobres, foi obrigada a mostrar o que levava em seu manto, ao que informou serem apenas flores. E, quando pedido para mostrá-las, as mesmas surgiram miraculosamente em lugar dos alimentos, ainda que não fosse época de rosas.

Sua sobrinha-neta, Isabel de Portugal, a Rainha Santa, também franciscana secular, foi igualmente canonizada, e a ela também se atribui o milagre das rosas.

Santa Isabel, rogai por nós.

Do Evangelho à vida: ao que possui, ainda mais será dado

Essa afirmação consagra a idéia da fonte de água que não cessa para o justo. Na plenitude da vida e do tempo, em Deus, a completude é perfeita e a alegria não cessa nem tem início. A alma sente-se envolvida por um estado de graça.

Cristo compara tal situação a um rei que, ainda que alguns não o desejem, retorna e cobra o resultado da ação de seus administradores (Lc 19:11-28).

Àquele que receoso de se encontrar com Deus, nada fez, tudo foi retirado. A parábola utilizada por Jesus atende à idéia do público do mundo ao qual se dirigiu. Um rei severo que cobra riqueza de seus vassalos.

Mas Deus é amor.

Deus não tira de quem não tem. Mas Deus espera resultados, ele quer a construção do Reino dos Céus (apenas o bem não será destruído).

Se eventualmente, alguém não teve fé e esperança para agir, ou seja, não confiou na possibilidade de ele mesmo construir boas obras e teve esperança em encontrar de novo o Rei, nada fez além de guardar o que o próprio Deus lhe deu.

Deus nos deu a vida, mas precisamos agir para que apenas não a devolvamos.

“Quem semeia com mesquinhez, com mesquinhez de colher” (2Cor 9:6), adverte São Paulo, o qual também lembra que, junto com a tentação, as atrações do mundo, Deus dará “meios de sair dela e a força para suportá-la” (1 Cor 10:13).

Portanto, devemos ter a ousadia de semear, de plantar, confiantes na ação divina, pois seremos apenas instrumento daquela próxima grandiosidade de Deus.

Pois, acima de tudo, Deus veio para salvar, como mostrou na sua compaixão para com Zaqueu (Lc 19:10). E se o Reino está sempre próximo de nós, resta-nos atentar para o que escreveu São João a mando de Deus: “Acorda! Reaviva o que te resta, e que estava para se apagar!” (Ap 3:2) De nada nos adianta a fama de agir, de estar vivo, se nada fazemos.

Para o Senhor, para essa contemplação do divino, toda a honra e toda a glória, porque “Senhor, o mundo inteiro, diante de ti, é como um grão de areia na balança” (Sb 11:22). Deixemos agir em nós a bondade divina (a unidade na videira) e “não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça” (2Ts 2:2). Mantenhamos a fé caminhando nos passos de Cristo.

"Irmãos recomecemos, pois até agora pouco ou nada fizemos"

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Atualizações - capítulo

Retomando as atualizações do Blog, é com alegria que verificamos a ultrapassagem da marca dos 500 acessos com boa margem. Obrigado a todos que por aqui passam e dedicam um momento de seu dia a refletir no Evangelho segundo o exemplo de Francisco de Assis.
Uma nova página foi adicionada ao Blog: no alto o leitor poderá encontrar disponível a "Carta aos Fiéis" (1ª Recensão), que é o prólogo da Regra e Vida da OFS, escrito franciscano de valor para edificar na vida cristã.
Também colocamos o link para a Bíblia Sagrada em destaque na seção "links úteis" (e este essencial), à direita da página.
Outro ponto de destaque no crescimento no caminho de Cristo é a inserção do link para as "Admoestações" de São Francisco.
Esses documentos franciscanos são úteis, inclusive, para a meditação aprofundada do Evangelho. Além disso, revelam ao leitor um pouco mais da espiritualidade do pobrezinho de Assis, fruto de seu relacionamento próximo com Deus.
Foi ainda postada reflexão acerca de como ver o mundo tal qual Cristo deseja, com apoio na liturgia diária do último domingo (33º domingo do tempo comum) e desta segunda que lhe segue.
Por fim, neste final de semana, de 12 a 15/11, ocorre em Lagoa Seca-PB, o capítulo avaliativo da Fraternidade Regional da OFS. Que Deus ilumine os passos de nossos irmãos reunidos.
Paz e Bem!