Franciscanos Seculares em Natal

Estruturada a partir de Fraternidades Locais, a Ordem Franciscana Secular compõe-se de pessoas que, assumindo sua condição de batizados, propõem-se a, no estado secular, seguir o Evangelho conforme o exemplo de São Francisco, observando a Regra e Vida da OFS. A Fraternidade São Francisco de Assis integra a Família Franciscana do Brasil e fica na Cidade Alta (Centro), em Natal-RN. Foi a primeira da cidade.

Levar o Evangelho à Vida

"Hoje que a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária, há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um missionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho." (Evangelii Gaudium, n. 127)

Oração de São Francisco


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Papa Francisco publica encíclica sobre a alegria do amor


Foi publicada na manhã de hoje, dia 8 de abril a Exortação Apostólica pós-Sinodal do Papa Francisco sobre a família, “Amoris laetitia”. O texto de nove capítulos apresenta os resultados de dois Sínodos dos Bispos sobre a família ocorridos em 2014 e 2015. 
Para saber mais:
Baixe a íntegra da carta do Papa Francisco sobre o amor na família: http://goo.gl/RXfmZS . Ou leia a síntese: http://goo.gl/haeMyJ

domingo, 27 de março de 2016

Retiro Espiritual Franciscano 2016




QUANDO?  Nos dias 22 a 24 de janeiro de 2016


ONDE?  No Convento Ipuarana que se localiza no município de Lagoa Seca, no estado da Paraíba.  

O QUÊ ? Retiro Espiritual Franciscano com o tema: "Recomeçar a partir do Evangelho: Nossa regra, Nossa vida".

QUEM ? Missa de abertura com Frei Aureliano e partilha dos temas com os Frades Juscelino e Beto. 
A Fraternidade São Francisco de Assis se fez presente com alguns irmãos da OFS Natal/RN.


Capítulo Eletivo Local: Fraternidade São Francisco de Assis - Natal/RN

No dia 20 de março deste ano, na sede da Ordem Franciscana Secular: Fraternidade São Francisco de Assis, aconteceu o Capítulo Eletivo Local – Natal/RN.
 Para ajudar e presidir o capítulo estava presente o vice-ministro do regional PB/RN Charles Bezerra do Nascimento.


FREI JOSÉ (ASSISTENTE ESPIRITUAL)





Apresentação dos novos iniciantes.

Bernardete e Ana Cristina (1º ano de formação)



Vice-ministro do Conselho do Regional Nordeste B1 (PB/RN)

Membros do Conselho da gestão anterior.



Membros do novo Conselho.


Mensagem de Páscoa do Ministro Geral da OFS


Roma, 20 de Março de 2016.
Domingo de Ramos da Páscoa do Senhor.
Sem dúvida Cristo ressuscitou!
Queridos irmãos e irmãs,
Que o Senhor te conceda a paz!

Eu lhes envio as minhas saudações mais fraternas, com uma das saudações mais antigas entre os cristãos: alegramos-nos porque Cristo ressuscitou! Nosso Pai misericordioso, que está no céu não permitiu que a morte vencesse a vida. Os primeiros cristãos do primeiro século usaram a saudação: Cristo ressuscitou! E responderam: sem dúvida ressuscitou! Este é o centro da nossa fé e os primeiros cristãos sabiam que isso deveria ser continuamente professado e compartilhado com todos. Que alegria ter este cumprimento como se fosse o nosso pão de cada dia! A luz não se pode esconder, a alegria deve ser compartilhada!
Nós somos mensageiros da ressurreição. Devemos dar testemunho de Cristo que morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; ...Ele foi sepultado, e... ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (cf. 1 Cor 15.3-4). Ser apóstolos da Boa Nova pertence à nossa vocação e missão franciscana.
A salvação vem da cruz, morte e ressurreição de Cristo que renovou o mundo. Vivemos em um admirável mundo novo, mas às vezes gostaria de ver mais provas disso. Somos chamados a viver, trabalhar e cumprir nossa vocação e missão neste mundo renovado.
A obra redentora de Cristo, que principalmente refere-se à salvação dos homens, também inclui a renovação de toda ordem temporal. Daí a missão da Igreja não é apenas levar a mensagem e a graça de Cristo aos homens, mas também aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do Evangelho. No cumprimento da missão da Igreja, os cristãos leigos exercem seu apostolado na Igreja e no mundo, tanto na ordem espiritual como na temporal. Estas ordens, embora distintas, são muito ligados em um único plano de Deus que Ele mesmo pretende levantar todos em Cristo e é uma nova criação, inicialmente na terra e completada no último dia. Em ambas as ordens dos leigos, sendo fiéis e cidadãos, devem ser realizados de forma contínua pela mesma consciência cristã. (Vaticano II, AA. 5.)
Há mais de quarenta anos, temos sido chamados a desempenhar esta missão. É hora de olhar para dentro de nós mesmos e começar de novo. Nós sempre podemos renovar nossas vidas e, assim, continuar a sermos parceiros na renovação de Deus. E a Páscoa é um momento especial quando podemos comemorar e desfrutar do amor de Deus que não tem fim, e experimentar como este amor pode renovar o mundo unindo o nosso amor e nossos esforços a Deus. Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso (Lucas 6-36).
Esta é uma Páscoa especial para nós, porque este é um ano especial. A celebração é sempre especial, mas aprofundar a misericórdia de Deus e dar graças para o ano tem algo ainda mais importante. Deus nos assegura sua misericórdia e convida-nos a ser misericordiosos como ele. Nesta carta eu gostaria de convidá-los para completar a nossa alegria pascal com a decisão de fazer um esforço maior para testemunhar a ressurreição, distribuindo o amor misericordioso do Pai que está nos céus.
Durante este ano da misericórdia, nossa vida deve ser caracterizada por sermos misericordiosos. O que poderia construir melhor as nossas fraternidades senão a misericórdia divina?
A misericórdia é a primeira característica de Deus. É o nome de Deus. (P. Francesco-Andrea Torniello: O nome de Deus é misericórdia, 2015). Acreditamos que a nossa Ordem é guiada pelo Espírito Santo, que confessou que São Francisco é o verdadeiro Ministro geral da Ordem, e que o Pai nos dá o Seu amor eterno. Eu acho que nada pode criar um verdadeira fraternidade melhor do que a misericórdia de Deus, que nos convida a sermos todos misericordiosos.
Devemos sempre e especialmente este ano, lembrarmos-nos de viver e agir com consciência. Porque o que vai acontecer, se seguirmos as obras de misericórdia corporais e espirituais, é que nossas fraternidades se tornarão mais vivas, teremos uma melhor compreensão das dificuldades e das misérias daqueles que nos rodeiam e vamos ser mais compassivos e, assim, levar o amor e a misericórdia de Deus ao mundo. Não é isso, a missão apostólica que brota da nossa vocação?
Neste espírito, convidamos você nesta Páscoa para conhecer e experimentar as obras corporais e espirituais de misericórdia, especialmente em nossas fraternidades, mas também trabalhar no mundo, no lugar e no momento em que foram colocados.
Eu sei que o testemunho daqueles irmãos e irmãs que alimentam os famintos e dão de beber a quem tem sede de muitas maneiras: em cozinhas, arrecadação de alimentos, e convidando aqueles que estão lutando em suas casas e em suas fraternidades. Que bênção serem instrumentos do Senhor, quando o Pai no céu os alimenta (Mateus 6:26). Este tipo de solidariedade e compaixão deve caracterizar a nossa vida fraterna dentro da Ordem. Devemos estar atentos às necessidades dos nossos irmãos e irmãs, tanto na nossa fraternidade local, como internacionalmente. As diferenças entre as fraternidades nacionais, envolvendo os nossos irmãos e irmãs são grandes, e como irmãos e irmãs, nós sempre devemos trabalhar nesta obra mundial de solidariedade e fraternidade.
Muitos no mundo estão privados de dignidade e de segurança social que se caracteriza pelos bens materiais essenciais. Ter uma casa para morar, um lugar de refúgio e um lar para a família é o que todo ser humano merece. Nossa tentativa de vestir os nus, e abrigar os peregrinos é parte de como construir um mundo mais fraterno e evangélico para a realização do Reino de Deus na terra (Regra 14).
Você também tem que cuidar daqueles que não têm liberdade de movimento, como eles são forçados a permanecer em suas casas por várias razões, ou estão em hospitais ou prisões. Os doentes, os idosos, são nossos irmãos e irmãs mais próximos. Visitar os doentes e presos é uma forma privilegiada de expressar o quanto Deus nos ama: é Ele quem dá o primeiro passo, e apesar de nossas capacidades, é ele que chega perto. É Ele que nos amou primeiro, e seu amor é verdadeiro, porque não espera qualquer recompensa. Esta é também uma excelente oportunidade para experimentar o que para Deus significa liberdade: liberdade de espírito, da alma, liberdade para amar.
Enterrar os mortos não significa apenas proporcionar um belo funeral, mas é também redescobrir a dignidade da vida humana. Temos de acompanhar aqueles que estão prestes a enfrentar um retorno à casa do Pai e o acompanhamento fraterno é extremamente gratificante para todos. É um privilégio ajudar alguém que está pronto para passar a última porta e ver que a vida na Terra é apenas uma primeira parte curta, de tempo que leva a vida eterna. Sem dúvida Cristo ressuscitou!
Tudo isso é uma parte importante da nossa presença global e nosso trabalho para a Justiça, Paz e Integridade da Criação.
Gostaria também de chamar atenção para o que as obras da misericórdia espirituais possam trazer o crescimento de nossas fraternidades. E quando falo de fraternidade em primeiro lugar, mas não só, eu quero dizer a fraternidade local, porque elas são o primeiro e principal lugar onde vivemos nossa vocação.
As obras de misericórdia espirituais são atos de amor e compaixão fraterna, derrubando paredes, construindo a unidade e trazendo todos para mais perto de Deus. Onde há misericórdia e discrição, não há superficialidade nem dureza (Adm XXVII).
Temos de encontrar o grande tesouro que Deus nos deu nessas ações.
Temos que melhorar a formação, em termos de recursos humanos, cristãos e franciscanos. Isto também deve incluir dar conselhos aos que necessitam e ensinar o que não sabem. Somos responsáveis uns pelos outros, caminhar juntos de mãos dadas em nosso caminho vocacional.
Os pecados envenenam as fraternidades, tanto ocultos ou manifestados. Muitas vezes temos medo de admoestar uns aos outros, muitas vezes somos tímidos, mas devemos advertir os pecadores como um ato de fraternidade, tentando encaminhá-los para o caminho certo, com amor e espírito fraterno.
A advertência não é uma condenação ou sentença, mas uma abordagem amorosa para restaurar os laços fraternos feridos. Ela pode ser o primeiro passo para a reconciliação, ajudando uns aos outros a reconhecer os nossos pecados e nos reconciliar com Deus e com o próximo. A reconciliação contém a plenitude do amor. Da mesma forma, muitas vezes os nossos irmãos e irmãs, e até nós mesmos, sentimos uma perda, estamos indignados, feridos. Nós construímos nossa fraternidade quando consolamos os aflitos e mesmo quando suportarmos pacientemente as pessoas feridas. Ser paciente é restaurar a paz no coração, a paz que vem do Espírito Santo, o Consolador. Através destes atos entregamos a fraternidade ao Espírito, e com este Espírito, cada um de nós pode perdoar as ofensas.
Finalmente, quando oramos a Deus pelos vivos e mortos, lembramos que nossas fraternidades estão sempre crescendo. Não se esqueça que o número de membros visíveis da fraternidade não é real. Temos muitos, muitos irmãos e irmãs santos que estão intercedendo por nós e que são verdadeiros membros da nossa fraternidade.
Com essas ações, seremos instrumentos da misericórdia divina, e daremos glória a Deus de nós mesmos.
O ano da misericórdia é um grande tesouro, uma oportunidade para todos nós crescermos na fé e no amor.
Há outro ponto importante, como um breve resumo ou conclusão do que está escrito acima. Quando nos lembramos o lema deste ano, lemos o Evangelho de Lucas: Não julgueis para que não sejais julgados; Não condeneis, e não sereis condenados; Perdoem e sereis perdoados; Dareis e recebereis; uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois à medida que usarem também será usada para medir vocês". (Lucas 6,37-38).
Parem de julgar e condenar, perdoem e se doem aos demais. Três breves pontos, que são essenciais para a nossa vida fraterna. Três passos na vida espiritual, três tijolos ou pedras que são colocados um por cima do outro. A primeira é a condição do segundo, e o segundo é condição do terceiro. Temos de começar a parar de julgar e condenar, assim seremos capazes de perdoar, e uma vez perdoando, nós vamos ser capazes de doar-nos uns aos outros. Lembremo-nos que, uma medida transbordante será em nós derramada!
A misericórdia de Deus nunca é um estímulo para continuar as práticas ruins, mas uma luz focada em um novo caminho a seguir. Entremos neste caminho agora, agora mesmo! Vamos deixar que Deus renove a nós e nossas fraternidades!
Que Cristo, o Senhor ressuscitado sea nossa alegria e nossa ajuda. Cada um de vocês estão em meus pensamentos e minhas orações. Vos envio minhas mais pessoais e fraternas saudações.
Seu irmão e ministro,
 Tibor Kauser

             Ministro General da OFS

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Fazer a vontade do Pai




Quem faz a vontade do Pai?! A nossa língua e nossos gestos transbordam daquilo do que o coração está cheio (Mt 12, 34; Lc 6, 45). Façamos um exame de consciência e sintamos o que fazemos para atender o pedido do Pai: “segue-me” (Mt 10, 38 e outras quinze passagens do Evangelho), pois “quem me segue não andará nas trevas” (Jo 8, 12).

Deus liberta quem o segue de todas as angústias. “O anjo de Javé acampa ao redor dos que o temem, e os liberta. Provem e vejam como Javé é bom: feliz o homem que nele se abriga.” (Sl 33, 8-9).

Muitos ouvirão o chamado, mas nem todos seguirão. Toda o povo ouvirá a voz do Senhor, nem todos entenderão. “Naquele dia, não terás de envergonhar-te por causa de todas as tuas obras com que prevaricaste contra mim; pois eu afastarei do teu meio teus fanfarrões arrogantes, e não continuarás a fazer de meu santo monte motivo de tuas vanglórias.” (Sf 3, 11).

Paz e Bem!

(Sobre a liturgia da terça-feira, da terceira semana do Advento)


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Misericórdia na Imaculada Conceição



“Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.” (Mt 16, 19)


“A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira.”

(Carta Apostólica, sob forma de Motu Proprio, Porta Fidei, do Sumo Pontífice Bento XVI, com a qual se proclama o Ano da Fé) 


“O Ano Santo abrir-se-á no dia 8 de Dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição. Esta festa litúrgica indica o modo de agir de Deus desde os primórdios da nossa história. Depois do pecado de Adão e Eva, Deus não quis deixar a humanidade sozinha e à mercê do mal. Por isso, pensou e quis Maria santa e imaculada no amor (cf. Ef 1, 4), para que Se tornasse a Mãe do Redentor do homem. Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa. [grifos inexistentes no original]
[…]
Escolhi a data de 8 de Dezembro, porque é cheia de significado na história recente da Igreja. Com efeito, abrirei a Porta Santa no cinquentenário da conclusão do Concílio Ecuménico Vaticano II. A Igreja sente a necessidade de manter vivo aquele acontecimento.”

(Bula de proclamação do jubileu extraordinário da misericórdia MisericordiaeVultus)



Hoje, comemoração da Imaculada Conceição de Maria, vemos na liturgia um chamado tantas vezes repetido na Escritura: “não tenham medo”! (Gn 15, 1; 21, 17; 26, 24; Tb 12, 16; 1Rs 17, 13; 2Rs 1, 15; Mt 10, 31; Mc 5, 36; Lc 12, 32; Jo 6, 20; Ap 1, 17)

"Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder!"
(S. João Paulo II, na homilia de início do seu pontificado, em 22/10/78)


Após o pecado original, Adão ainda ouve Deus, mas se esconde e diz “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo” (Gn 3, 10). Quantas vezes faço algo que sei ser errado ou que prejudica a mim ou a outro (Rm 7, 14), mas prefiro entender que eu sei o que é melhor. Mas, depois, fico receoso pelas consequências. Mas Deus “nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo” (Ef 1, 5), e ao fogo eterno destinou o mal (Mt 25, 41).

Mas, como Rafael a Tobit e Tobias (“Não tenham medo! Que a paz esteja com vocês! Bendigam a Deus para sempre”; Tb 12, 17), essa é a mensagem que perpassa a existência humana e que abre o caminho da graça quando Gabriel diz a Maria: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus.” Essa plenitude de graça é tanta que Maria é não apenas molde da compaixão divina para nós, mas também co-redentora que abre o mundo para a Paz através da obediência destemida (Lumen Gentium, n. 55-6; Redemptoris Mater, n. 18).

Hoje, renovamos o desejo de nos entregarmos ao coração da misericórdia de Deus, como pregou Santa Faustina e São João Paulo II e nos pede o Papa Francisco. Na bula que proclama este jubileu, são retomadas as palavras de Paulo VI ao encerrar a última sessão pública do Concílio: “Toda esta riqueza doutrinal orienta-se apenas a isto: servir o homem, em todas as circunstâncias da sua vida, em todas as suas fraquezas, em todas as suas necessidades”.

Assim se unem o amor de Deus pela humanidade, presente na Imaculada Conceição de Maria, e o peregrinar humano nesta Terra.

Que a Misericórdia Divina seja nosso destino. “Ó sangue e água, que jorrastes do coração de Jesus como fonte de misericórdia para o mundo, eu confio em Vós!”

“Que o Jubileu da Misericórdia traga a todos a bondade e a ternura de Deus!” (Papa Francisco)

Paz e Bem!

"Não tenha medo; apenas tenha fé!"
(Mc 5, 36)

“No amor não existe medo”
(1Jo 4, 18)

“Não tenha medo, pequeno rebanho, porque o Pai de vocês tem prazer em dar-lhes o Reino.”
(Lc 12, 32)

“Neste mundo vocês terão aflições, mas tenham coragem; eu venci o mundo.”
(Jo 16, 33)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

50 anos da Declaração Dignitatis Humanae e do epílogo do Concílio Vaticano II


Em 7 de dezembro de 1965, o Papa Paulo VI, assinou a Declaração Dignitatis Humanae, sobre a Liberdade Religiosa.
O Concílio teve sua última sessão pública nessa data, na qual também foram promulgadas a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, sobre a Igreja no mundo atual, o Decreto Ad Gentes, sobre a atividade missionária da Igreja e o Decreto Presbyterorum Ordinis, sobre o ministério e a vida dos sacerdotes.
O papa discursa no mesmo dia 7 de dezembro de 1965, e avalia o período do Concílio Vaticano II, com destaque para sua introspecção caritativa na busca de glorificar a Deus. Ao final, indagou o Sumo Pontífice sobre o trabalho conciliar: "Não será, em resumo, um modo simples, novo e solene de ensinar a amar o homem para amar a Deus?"
No dia seguinte, com a Carta Apostólica In Spiritu Sancto,  o papa encerrou o Concílio, convocado no Natal de 1961 por São João XXIII, e iniciado em outubro de 1962. Ali decreta "que a presente carta seja e permaneça plenamente firme, válida e eficaz; que tenha e consiga os seus efeitos plenos e íntegros; que seja apoiada por aqueles a quem, agora ou no futuro, diz ou poderá dizer respeito; que assim se deve julgar e definir; e que desde este momento se deve ter como nulo e sem valor tudo quanto se fizer em contrário, por qualquer indivíduo ou autoridade, conscientemente ou por ignorância."
A Declaração Dignitatis Humanae hoje revela seguir esse intento de perpetuidade. Como os demais documentos conciliares, sua atualidade exsurge de cada releitura. Seu primeiro tópico inicia com o tema "o problema da liberdade religiosa na atualidade", e considera como direito natural a liberdade de tudo o que é próprio do espírito. E, após fazer a profissão de fé no caminho revelado por Deus aos homens e no serviço da Igreja, proclama que "todos os homens têm o dever de buscar a verdade, sobretudo no que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, uma vez conhecida, de a abraçar e guardar" (n. 1).
Apenas a consciência humana livre e protegida penetra de modo suave e forte no espírito e gera a fé; não a força que age sobre os corpos (tema que também está no discurso do Papa Bento XVI na Universidade de Regesnburg, em 12/09/06, "fé, razão e universidade"). A estreita vinculação entre a dignidade humana e a liberdade religiosa tornam esta não apenas uma tarefa da comunidade, mas da família e dos governos.
E, sendo a Liberdade Religiosa um dever do católico para com a difusão da mensagem de Cristo e sem desligar-se desta Verdade Suprema, o Concílio exorta os fiéis a estarem atentos a sua responsabilidade pessoal:

Pois é patente que todos os povos se unem cada vez mais, que os homens de diferentes culturas e religiões estabelecem entre si relações mais estreitas, que, finalmente, aumenta a consciência da responsabilidade própria de cada um. Por isso, para que se estabeleçam e consolidem as relações pacíficas e a concórdia no género humano, é necessário que em toda a parte a liberdade religiosa tenha uma eficaz tutela jurídica e que se respeitem os supremos deveres e direitos dos homens de praticarem livremente a religião na sociedade. (Dignitatis Humanae, n. 15)

Posteriormente, em 4 de dezembro de 1966, viria ainda o Decreto Inter Mirifica, sobre os meios de comunicação social.

Paz e Bem!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Para a glória de Deus, na Terra e no Céu

Bom dia. Creio na comunhão dos santos. Hoje, a Igreja nos faz um convite em especial. Incontáveis irmãos, que estão na Igreja Padecente, precisam de nossa ajuda. É nossa parte em sua salvação. Mas o que por em comunhão? O que comungar com eles? Certamente, não nossa tristeza, sofrimento ou lamentos. Para quem nos vê, para aqueles que lembramos, só a oração, a prática da caridade e a vida sacramental farão o Bem. "A morte põe termo à vida do homem, enquanto tempo aberto à aceitação ou à rejeição da graça divina, manifestada em Jesus Cristo" (CIC 1021). Depois, tudo ficará transparente, inclusive os segredos mais ocultos (CIC 678). Então vamos compartilhar hoje orações e oferecimentos para aqueles que amamos e não cessam de nos querer bem, mesmo nas maiores dificuldades espirituais que enfrentem. Paz e Bem.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador! (Sl 67)

Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte!
(Sl 67, 10-21)


Reflexão sobre Lc 13, 10-17:

Quando o valor material está em jogo em uma determinada situação, ninguém duvida sobre a necessidade de uma ação, pois tudo é permitido para evitar a perda material. Mas quando o valor é a pessoa humana, tudo é muito complicado. Não se pode agir por uma série de motivos como proibições legais, necessidade de uma melhor organização, haverá melhores oportunidades, não é assim que se fazem as coisas e uma série de outros argumentos. Tudo isso nos mostra que nos nossos tempos, os valores não são diferentes dos do tempo de Jesus. Nos mostra também que não vivemos plenamente o Evangelho, pois amamos mais o dinheiro do que os nossos irmãos e irmãs.


Paz e Bem!

domingo, 4 de outubro de 2015

Dia de São Francisco


São Francisco, nosso irmão menor, rogai a Deus por nós e nos ensina por seu exemplo o caminho da entrega total a Deus.
Paz e Bem!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

25 de agosto: São Luís, copadroeiro da OFS

(imagem de São Luís em altar lateral na Igreja de Santo António à Sé, em Lisboa)

Luís (1214-1270), contemporâneo de Francisco (1182aprox.-1226) e de Antônio (1191aprox.-1231, reinou em França com o título de Luís IX, de 1226 a 1270, em um período bastante conturbado da história. Seu pai, Luís VIII, já herdara do seu avô, o rei Filipe Augusto, a cruzada albigense contra os cátaros, a qual, sob protestos do papa Inocêncio III, gerou crueldades e inúmeras interferências por interesses políticos e econômicos. Era primo dos reis portugueses Sancho II e Afonso III, além de parente de diversos outros monarcas. Assumiu efetivamente o trono francês com a maioridade em 1234, já com a França pacificada. Casou com Marguerite de Provence e teve onze filhos, um dos quais o sucedeu no trono como Filipe III e foi o responsável por levar seus restos a Saint-Denis em humilde cortejo.
Conhecido por sua religiosidade e sentimento de Justiça, representa bem o pensamento religioso e piedoso de sua época. Incentivou as artes e a cultura. Era bastante querido pelo povo e grande praticante da caridade e do serviço ao próximo. Franciscano secular (penitente), adquiriu ao imperador Balduíno II, de Constantinopla, a relíquia da coroa de espinhos, conservada na “Santa Capela” que mandou erigir em Paris especialmente para essa finalidade; além de relíquias da cruz de Cristo. A capela fica próxima à catedral de Notre-Dame, que as guarda desde 1806, e as relíquias são veneradas às primeiras sextas-feiras e nas sextas da quaresma e da semana santa (clique aqui para detalhes).
Organizou a sétima cruzada, como parte de promessa pela recuperação da saúde, para retomar o Santo Sepulcro. Após dar início à oitava cruzada, faleceu de maneira humilde no dia 25 de agosto de 1270, em Túnis, vítima provavelmente de uma disenteria por infecção. Seu corpo foi mantido em Túnis (entranhas, em razão do processo para transporte dos ossos), Palermo (coração) e Saint-Denis (corpo desaparecido, mas recuperado parcialmente). Hoje, a Igreja de “São Luís na Ilha” mantém relíquias suas.

Foi canonizado em 1297 pelo papa Bonifácio VII, como “São Luís de França”. É copadroeiro da Ordem Franciscana Secular, com Santa Isabel da Hungria. Em 2014 completaram-se 800 anos de seu nascimento.

São Luís, rogai do céu por nós, para que saibamos ser dignos gestores dos bens para Deus, zelosos por nossa fé, humildes servos e saibamos educar nossos filhos para o caminho de Cristo.

Paz e Bem!


(Paróquia de São-Luís-em-Ilha, Paris)

Testamento de São Luís

Caro filho, antes de tudo começo por ensinar-te a amar o Senhor, teu Deus, com todo o coração, com todas as tuas forças, porque sem isso ninguém tem valor.

Filho, deves evitar tudo quando sabes desagradar a Deus, quer dizer, o pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal.

Ademais, se o Senhor permitir que te advenha alguma tribulação, deves suportá-la com serenidade e ação de graças. Considera suceder tal coisa em teu proveito e que, talvez, a tenhas merecido. Além disso, se o Senhor te conceder a prosperidade, tens de agradecer-lhe humildemente, tomando cuidado para que nesta circunstância não te tornes pior, por vanglória ou outro modo qualquer, porque não deves ir contra Deus ou ofendê-lo valendo-se de seus dons.
Ouve com boa disposição e piedade o ofício da Igreja e enquanto estiveres no templo, cuida de não vagueares os olhos ao redor, de não falar sem necessidade, mas roga ao Senhor devotamente quer pelos lábios quer pelo coração.

Guarda um coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos e, quando puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receberes maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até ao extremo da justiça sem de te desviares para a direita nem para  esquerda: e põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os seus súditos sejam protegidos  pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas.

Sê delicado e obediente  à nossa mãe, a Igreja Romana, ao Sumo Pontífice, como pai espiritual.  Esforça-te por remover de teu país todo pecado, sobretudo o das blasfêmia e da heresia.

Ó filho muito amado, dou-te enfim, toda bênção que um pai pode dar a um filho; e toda a Trindade e todos os santos te guardem do mal. Que o Senhor conceda a graça de fazer sua vontade de forma a ser servido e honrado por ti. E assim depois desta vida, iremos juntos vê-lo, amá-lo, louvá-lo sem fim. Amém.

Fonte do Testamento: OFS Rio Comprido


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Errata

Peço desculpas por postagem anterior que foi enviada aos que recebem os comunicados deste Blog, a qual se deveu a equívoco no seu direcionamento.
Fabiano Mendonça, ofs

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Transfigurar-se com Cristo


Ao lembrarmos da transfiguração de Cristo, quando "suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar" (Mc 9:3) e seu aspecto indizível, de modo que "ultrapassa a nossa imaginação e o nosso entendimento" (CIC 1000), podemos ser levados a nos concentrar em diversos aspectos.

A própria palavra figura, confunde-se parcialmente com forma, em sua etimologia latina. Assim, transfigurar guarda relação com transformar, e desfigurar com deformar. De início, portanto, Cristo faz o que para nós é impossível: transforma-se. Portanto, convida indiretamente a fugirmos de tudo que deforma nosso caminho de santidade, que se encontra no alto de um monte (Mc 9:2).

Por outro lado, devemos ter cuidado com nossos impulsos e ouvir primeiro ("Escutai o que Ele diz", falou o Pai; Mc 9:7). Caso contrário, sem essa subida acompanhada do momento de ouvir, apenas faremos ações desordenadas, seremos tomados de medo ou de paixões inconsequentes.

Mas Moisés e Elias, toda a história, é confirmada em Cristo. É preciso saber que desceremos da alta montanha para a vida que temos, é preciso saber que há o momento certo para ouvir e, apenas após, caminharmos com Cristo no momento certo.


Paz e Bem!


“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga”
(Mt 16:25)

PROFISSÃO



No último 2 de agosto, no Convento de Santo Antônio, Natal (Igreja do Galo), a Fraternidade São Francisco de Assis teve a alegria de receber como membros permanentes quatro novos irmãos. Foi o dia da profissão perpétua dos novos franciscanos que, aos pés do altar, oferecendo sua vida à pregação do Evangelho, fizeram suas promessas sagradas a Cristo.

Ali, Adriano, Antônio, Larissa e Sésiom renovaram seu batismo e abraçaram a REGRA e VIDA da ORDEM FRANCISCANA SECULAR diante da Eucaristia e rogamos a graça divina e o auxílio de Maria Santíssima para que os guie no caminho da santidade.






Paz e Bem!



“Onipotente, eterno, justo e misericordioso Deus, dá a nós, miseráveis, fazer, por ti mesmo, o que sabemos que tu queres, e sempre querer o que te apraz, para que, interiormente purificados, interiormente iluminados, e acesos no fogo do santo espírito, possamos seguir os vestígios de teu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e chegar só por tua graça a ti, Altíssimo, que na Trindade perfeita e na Unidade simples vives e reinas e és glorificado, Deus onipotente, por todos os séculos dos séculos. Amém.”

(São Francisco, Carta a toda a Ordem)

terça-feira, 26 de maio de 2015

Doar-se a Deus



Tu és minha vida, Senhor, minha Paz, meu Tudo! Oferecer cada dia, cada ato é fonte da alegria mais pura. “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna" (Mc 10, 29-30). A oferta da vida a serviço de Cristo, na família, no mundo, na Igreja, não é tirada de mim, é o retorno ao mais profundo tesouro que podemos encontrar!

Paz e Bem!

“O que agrada ao Senhor é afastar-se do mal, e o que o aplaca é deixar a injustiça. […] Faze todas as tuas oferendas com semblante sereno, e com alegria consagra o teu dízimo. Dá a Deus segundo a doação que ele te fez, e com generosidade, conforme as tuas posses". (Eclo 35, 5, 11-12)

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Como levar o Amor ao próximo




O Amor cristão é um amor que frutifica. E esse fruto surge quando levamos o Amor e a Paz ao mundo. Abraçar o outro, testemunhar a Cristo onde estivermos e com a sabedoria do Espírito. Esse é o caminho da  verdadeira felicidade!

Paz e Bem!

“Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma” (At 23, 11)

“Guardai-me, ó Deus, porque é em vós que procuro refúgio.” (Sl 15, 1)

“ Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: ‘Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste.

Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles’”. (Jo 17, 20-26)