Blog destinado à espiritualidade franciscana e divulgação das atividades da Fraternidade OFS São Francisco de Assis, em Natal-RN-Brasil
Franciscanos Seculares em Natal
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Levar o Evangelho à Vida
"Hoje que a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária, há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um missionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho." (Evangelii Gaudium, n. 127)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Lançamento: Para Levar no Caminho
sábado, 3 de janeiro de 2015
A presença de Cristo entre nós
Jesus é o Cristo. "Todo aquele que nega o Filho, nega também o Pai" (1Jo 2, 23). Não devemos negar a Deus em sua Santíssima Trindade, seria pecado gravíssimo.
E como ser também filho desse Pai como nos ensinou Jesus?
"Todo aquele que pratica a Justiça nasceu de Deus" (1Jo 2, 29).
Mas não é fácil a criaturas livres ouvirem apenas a voz do pastor...
E o coração se enche de erros.
Para estar na presença de Deus é preciso entrar na graça. Isso não se faz sem a fé, a esperança e a caridade fraternas "para ser puro como Jesus é puro" (1Jo 3, 3).
Nem sempre permanecemos em Cristo, mas Aquele que é puro e justo veio para que nos façamos filhos de Deus. Amemo-nos uns aos outros, conhecidos e desconhecidos, com profundidade, em casa, no trabalho, na escola, na rua.
Disse João Batista:
"Eis o Cordeiro de Deus,
aquele
que tira o pecado do mundo"
"Eu também não o conhecia.
Aquele que me enviou para batizar com água, foi ele quem me disse:
'Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e pousar, esse é quem batiza com o Espírito Santo'.
Eu vi
e dou testemunho de que este é o Filho de Deus".
(Jo 1, 29.32-34).
Feliz Natal
Paz e Bem!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Imaculada Conceição, 08/12
Hoje, Imaculada Conceição de Maria. Por bênção, na segunda semana do advento, a preparação dos caminhos para o Senhor.
Deus age em cada momento. Ao refletir na concepção de Maria, forma do verbo encarnado, sangue que gerou o Cristo no seu ventre, sentimos um chamado à conversão.
Um chamado para abrirmos o coração a Deus e tocarmos sua plenitude em tudo e todos. Para deixarmos que ele nos toque com seu poder.
Um coração aberto é sobretudo um coração humilde, que não almeja as coisas do mundo. Que não se deixa conduzir pelas razões, paixões, bens, vontades e palavras passageiras, mas se encanta pelo eterno. Por aquele cujo tempo não temos como comparar.
Crer na Imaculada Conceição é sobretudo crer na santidade de Deus e na nossa condição de criaturas em íntima ligação com os céus. Ter fé e não desanimar, ter esperança e manter-se unido na caridade, no amor maior.
Os caminhos do Senhor são retos e estão a nossa espera. Ele nos busca. "A Deus, nada é impossível", disse o Santo Anjo Gabriel. Tudo está pronto. Como responderemos?
" Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 37-38), disse Maria.
"Vós sois toda formosa, ó Maria, e o pecado original não vos manchou. ... Intercedei por nós junto a nosso Senhor Jesus Cristo!"
"Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para vosso Filho, pela imaculada conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo pecado em previsão dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até vós, purificados também de toda culpa por sua maternal intercessão. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!"
Paz e Bem!
domingo, 16 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
Em Assis, OFS tem novo Ministro-Geral
Do site do Conselho Nacional da OFS, Brasil
Tibor Kauser (Hungria, 55 anos), é o novo Ministro Geral da OFS, após o Capítulo Eletivo realizado hoje em Assis (Itália), onde o resto da Presidência do Conselho Internacional da OFS para os próximos seis anos, também foi escolhido (2014-2020).
sábado, 18 de outubro de 2014
Sobre a família - I
Família em primeira pessoa
Sou Franciscano. Sou Católico Romano. Tenho um Credo. Não foi uma imposição ou circunstância cultural, mas opção. Diante de tantos fatos que escapavam às explicações naturais, foi o único conjunto de ensinamentos sério e coerente capaz de ser posto à prova que encontrei. Poderia então ter sido outro, claro. E é preciso estar aberto para ver que estava errado. Paradoxalmente, essa descoberta do erro é sinal de estar no caminho certo. É bom. Mas até agora, só achei os erros anteriores a essa confirmação.
Esse pensar advém de uma certa curiosidade pessoal que me fez seguir pelo caminho da ciência, da dúvida permanente, da busca de segurança, certeza. Nesse caminho fiz vários cursos nos mais diversos níveis. Há graduação concluída, outra não, cursos de extensão, de aperfeiçoamento, um mestrado, um doutorado, concursos, cursos no exterior, dois pós-doutorados (um ainda em curso). Vivo em um meio com colegas céticos sobre religião, ateus, agnósticos e com crenças as mais diversas, no qual os argumentos contam bastante e o diálogo é sério e respeitoso. Passei a conhecer bem os motivos da negação religiosa, do afastamento do divino, os limites da influência cultural, familiar, entre outros aspectos. E sempre me coloco à disposição para quem tenha algum interesse em saber o porquê do que eu acredito ou por quê eu acredito.
Em primeiro lugar, por Jesus. As demais respostas são consequência.
Família é coletivo de amor. Local onde Deus "nasce" e onde se casa com o seu povo. Mas, como consta no início, dou aqui o meu depoimento pessoal, individual, em primeira pessoa, sobre a família.
Recentemente, vejo acentuadas as críticas, sobremaneira por desconhecimento, acerca da compreensão da Igreja sobre a família.
Em comum, o fato de que os autores das críticas pouco ou nada leram do que a Igreja efetivamente disse. Assim, apresentam idéias errôneas sobre os fatos ou mesclam épocas e informações sem conexão entre si.
O objetivo aqui não deve ser o de uma apologética abrangente e geral, mas de expressar algumas inquietações. Isso é oportuno à vista da realização do Sínodo sobre a Família no Vaticano e diante de inúmeras propostas legislativas no Brasil e no mundo acerca do tema.
Em tudo e sobretudo, minha disponibilidade para estudar junto as perguntas que podem inquietar o coração de quem lê.
Papa no encerramento do Sínodo: "Esta é a Igreja, nossa mãe!"
Eu poderia tranquilamente dizer que – com um espírito de colegialidade e de sinodalidade – vivemos realmente uma experiência de “Sínodo”, um percurso solidário, um “caminho juntos”.
E tendo sido “um caminho” – e como em todo caminho -, houve momentos de corrida veloz, quase correndo contra o tempo prá chegar logo à meta; em outros, momentos de cansaço, quase querendo dizer basta; outros momentos de entusiasmo e de ardor. Houve momentos de profunda consolação, ouvindo os testemunhos dos pastores verdadeiros (cf. João 10 e Cann. 375, 386, 387) que levam no coração sabiamente as alegrias e as lágrimas dos seus fieis. Momentos de consolação e graça e de conforto escutando os testemunhos das famílias que participaram do Sínodo e partilharam conosco a beleza e a alegria de sua vida matrimonial. Um caminho onde o mais forte sentiu o dever de ajudar o mais fraco, onde o mais esperto se apressou em servir os outros, mesmo por meio dos debates. E sendo um caminho de homens, com as consolações houve também outros momentos de desolação, de tensão e de tentações, das quais se poderiam mencionar algumas possibilidades:
- Uma: a tentação de enrijecimento hostil, isto é, de querer fechar-se dentro do escrito (a letra) e não deixar-se surpreender por Deus, pelo Deus das surpresas (o espírito); dentro da lei, dentro da certeza daquilo que conhecemos e não daquilo que devemos ainda aprender e atingir. Desde o tempo de Jesus, é a tentação dos zelosos, dos escrupulosos, dos cuidadosos e dos assim chamados – hoje – “tradicionalistas” e também dos “intelectualistas”.
- A tentação do “bonismo” destrutivo, que em nome de uma misericórdia enganadora, enfaixa as feridas sem antes curá-las e medicá-las; que trata os sintomas contra os pecadores, os fracos, os doentes (cf. Jo 8,7), isto é, transformá-los em “fardos insuportáveis” (Lc 10,27).
- A tentação de descer da cruz, para acontentar as pessoas, e não permanecer ali, para realizar a vontade do Pai; de submeter-se ao espírito mundano ao invés de purificá-lo e submeter-se ao Espírito de Deus.
- A tentação de negligenciar o “depositum fidei”, considerando-se não custódios, mas proprietários ou donos ou, por outro lado, a tentação de negligenciar a realidade utilizando uma língua minuciosa e uma linguagem “alisadora” (polida) para dizer tantas coisas e não dizer nada”. Os chamavam “bizantinismos”, acho, estas coisas...
Queridos irmãos e irmãs, as tentações não devem nem nos assustar nem desconcertar e muito menos desencorajar, porque nenhum discípulo é maior do que seu mestre; portanto se Jesus foi tentado – ate mesmo chamado de Belzebu (cf. MT 12, 24) – os seus discípulos não devem esperar um tratamento melhor.
Pessoalmente, ficaria muito preocupado e triste se não houvesse estas tentações e estas discussões animadas; este movimento dos espíritos, como chamava Santo Inácio (EE, 6), se tudo tivesse sido de acordo ou taciturno em uma falsa e ‘quietista’ paz. Ao contrário, vi e escutei – com alegria e reconhecimento – discursos e pronunciamentos plenos de fé, de zelo pastoral e doutrinal, de sabedoria, de franqueza, de coragem: e de parresia. E senti que foi colocado diante dos próprios olhos o bem da Igreja, das famílias e a “suprema Lex”, a “salus animarum” (cf. Can. 1752). E isto sempre – o dissemos aqui, na Sala – sem colocar nunca em discussão as verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio: a indissolubilidade, a unidade, a fidelidade e a ‘procriatividade’, ou seja, a abertura à vida (cf. Cann. 1055, 1056 e Gaudium et Spes 48).
E esta é a Igreja, a vinha do Senhor, a Mãe fértil e a Mestra atenciosa, que não tem medo de arregaçar as mangas para derramar o óleo e o vinho nas feridas dos homens (cf. Lc 10, 25-37); que não olha a humanidade de um castelo de vidro para julgar ou classificar as pessoas. Esta é a Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e formada por pecadores, necessitados da Sua misericórdia. Esta é a igreja, a verdadeira esposa de Cristo, que procura ser fiel ao seu Esposo e à sua doutrina. É a Igreja que não tem medo de comer e beber com as prostitutas (cf. Lc 15). A Igreja que tem as portas escancaradas para receber os necessitados, os arrependidos e não somente os justos ou aqueles que acreditam ser perfeitos! A Igreja que não se envergonha do irmão caído e não faz de conta de não vê-lo, ao contrário, se sente envolvida e quase obrigada a levantá-lo e a encorajá-lo e retomar o caminho e o acompanha para o encontro definitivo, com o seu Esposo, na Jerusalém celeste.
Esta é a Igreja, a nossa mãe! E quando a Igreja, na variedade dos seus carismas, se expressa em comunhão, não pode errar: é a beleza e a força do sensus fidei, daquele sentido sobrenatural da fé, que é doado pelo Espírito Santo para que, juntos, possamos todos entrar no coração do Evangelho e aprender a seguir Jesus na nossa vida, e isto não deve ser visto como motivo de confusão e de mal-estar.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Festa de São Francisco 2014 - Natal
Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la
O que podes fazer de bem, devo fazê-lo logo (Pr 3, 28).
Pois é fundamental caminhar sem pecado e praticar a Justiça fielmente; pensar apenas a verdade no nosso íntimo e não soltar em calúnias a língua (Sl 14).
Se nos mantivermos no caminho de Deus, poderemos contar em sermos encontrados por sua misericórdia.
sábado, 6 de setembro de 2014
O que temos, recebemos de Deus. Louvemos ao Senhor.
(Sl 144, 21)
(Lc 6, 3-5)
Que o Espírito Santo nos anime nesta caminhada, dê vida verdadeira e nos faça glorificar ao Senhor em nossas vidas reconhecendo Sua superioridade face aos obstáculos do mundo.
Assim seja, assim seja, Amém!
Paz e Bem
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Transformar o mundo em comunhão com Deus
"Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão" (Jr 18, 6)
"[É esse o Deus] que faz justiça aos oprimidos, e dá pão aos que têm fome. O Senhor livra os cativos; o Senhor abre os olhos aos cegos; o Senhor ergue os abatidos; o Senhor ama os justos. O Senhor protege os peregrinos, ampara o órfão e a viúva; mas entrava os desígnios dos pecadores." (Sl 145, 7-9)
"Todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas" (Mt 13, 52)
É esse Deus, que entra em comunhão com sua Igreja, que nos transforma dia-a-dia. E é essa Igreja que precisa estar atenta e seguir os Seus passos para poder também se transformar em luz na terra, a partir do interior de cada um. Converter-se é um convite e um processo para toda a vida.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
"É na vossa luz que vemos a luz" (Sl 35, 10)
E qual a dificuldade que temos para ver, ouvir, sentir esse mistério? Cristo no-lo diz: "Porque o coração deste povo se tornou insensível" (Mt 13, 15).
E Jeremias profetiza: "Dois pecados cometeu meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar cisternas, cisternas defeituosas que não podem reter água” (Jr 2, 13). Escutamos, mas não entendemos (Is 6, 9).
Essas são as lições da liturgia de hoje (16ª semana comum, quinta-feira, ano par).
Que maravilhosa comparação.
Há pouco, na liturgia da semana passada (15º domingo comum, ano A), lemos em Isaías que a Palavra de Deus é "como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente"(Is 55, 10), no mesmo dia em que refletimos sobre a parábola do semeador (Mt 13, 1-23); a mesma que, providencialmente, é retomada hoje. Pois bem, a palavra de Deus, semente lançada no coração dos homens, é como a água pura, sobre a qual um vento impetuoso soprava no primeiro dia da criação (Gn 1,2), vento que fez as águas baixarem após o dilúvio (Gn 8, 1) e que separou as águas do Mar Vermelho (Ex 14, 21).
Assim, água e vento são no mínimo duas fortes imagens para a comunicação da mensagem de Cristo, mas que exige uma compreensão própria para cada contexto. Pois, o mesmo vento, enquanto força da natureza que manifesta o poder de Deus, também é o Espírito, que "sopra onde quer, você ouve o barulho, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai" (Jo 3, 8).
Pois se as graças de Deus são como chuva, que vêm e não voltam sem cumprir sua missão - temos que fazer a bondade de Deus retornar para Ele, do outro lado temos a tentativa vã de reter algo na terra, como quem se afunda cavando cacimbas que podem até reter um pouco de água por um tempo, mas que se esvai com o tempo e não deixa nada em seu lugar. Nessas horas, clamamos por chuva, que vem de graça e que temos de saber aproveitar. São imagens, sabemos que fisicamente todas voltam para o ar. Mas, com a alma, contemplamos a angústia da água que some - apesar de nossos esforços - e comparamos com a alegria da água que vem de cima, às vezes inesperada e sempre desejada. É essa água que sabemos que devemos reter, cuidar e usar da melhor maneira possível.
Portanto, qual o caminho para reter essa água, para ter sempre essa chuva de graças em nosso coração? Como ouvir e entender? Lembremos, "é na luz que vemos a luz" (Sl 35). Então veremos que a Palavra divina é Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem (CIC 464-469), e tudo “foi feito por meio dela, e, de tudo o que existe, nada foi feito sem ela. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” (Jo 1, 3-4)
Temos que ter cuidado para não abandonar a Deus e achar que iremos "cavar" respostas nas coisas que são exclusivamente deste mundo. Antes, temos que santificar o mundo. "Santificado seja o Vosso nome" por nossas obras, que então são vossas, ó Pai!
Por isso, como parte dessa relação entre o terreno e o divino na encarnação e vida de Jesus, do seu lado trespassado jorram “sangue e água” (Jo 19, 34).
A Cristo, o Vento e o Mar obedecem (Mt 8, 27; Mc 4, 41; Lc 8, 25).
Como não deixar nossa alma seguir Seu Espírito Santo?!
E, se as águas deste mundo tentarem nos engolfar, peçamos a Pedro a força e a coragem para dizer "Senhor, salva-me"!
sábado, 19 de julho de 2014
Paciência para curar
"os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos." (Mt 12, 14-15)
Deus dá-nos dons; nossa missão. Sermos autênticos no-los revela. Independentemente de termos uma profissão ou atribuição da qual gostamos - e isso é importante -, apenas o exercício desses dons é que nos deixará perto de Deus e nos amadurecerá no Espírito.
Essa prática da graça divina pode ser na profissão - que sempre deve ser digna - ou não. Podem conviver em separado ou não. E teremos que tomar decisões.
Questões para nós: como eu vejo o mundo? Como quero mudá-lo ou não? Como eu me contento com o mundo, com o que tenho? O que isso pode revelar o que tenho de bom? E no que essa resposta é ruim?
São passos num encontro profundo com Deus, para daí, sem rótulos, sem limitações tipo "não coma espigas no sábado", sem ter que fazer escolhas padrões (emprego, vida social, realização etc), ver como me realizo e glorifico a Deus na simplicidade do dia-a-dia. É o caminho que tenho seguido para fugir dos momentos em que sou o irmão do filho pródigo que procura o excepcional, a grande festa, mas é incapaz de ver o pai a seu lado o tempo todo.
"Por que me procuráveis?..." (Lc 2, 49), diz o Senhor.
Paz e Bem!
"O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo.
Aqueles que conheceram vosso nome confiarão em vós, porque, Senhor, jamais abandonais quem vos procura.
[...]
Senhor, ouvistes os desejos dos humildes, confortastes-lhes o coração e os atendestes.
(Sl 9, 10-11.38[17])
quarta-feira, 9 de julho de 2014
A coragem para semear
E hoje, será que vejo o sofrimento do outro e prefiro me esconder em vez de assumir minhas dificuldades e levá-las adiante em busca da redenção? O que eu semeio? O que eu trago para junto das pessoas que estão cotidianamente ao meu redor? Eu planto amor, mansidão, tranquilidade? Ou despejo fardos pesados para os outros? (Mt 11, 29-30)
Às vezes, aceitar verdades é essa pequena semente.
sábado, 5 de julho de 2014
Orar, ter fé, não temer
Essa semana lembramos São Tomé! Se Cristo se entrega por nós, ainda que pecadores, o seu convite é tudo que gostaríamos de ouvir: toca-me! Sinta-me! E ainda que não saibamos para onde ir, Ele nos diz: "Eu Sou o Caminho". Tudo isso, Cristo disse a Tomé, que conclui: "meu Senhor e meu Deus". Mas, para Cristo-vida, o apóstolo disse: morramos por Ele! E, como disse São Paulo, assim viveremos.
Tomé é o ser humano em sua dúvida. Mas é sua fé racionalizada que dá espaço para a manifestação de Deus. Cristo vem ao seu encontro, repreende-o e, ao dizer das felicidade de quem crê sem ver, chama a atenção para o fato de que estar com Ele deve ser sinal de serviço e adoração, não de privilégio ou poder mundano: felizes pois que não estão comigo humanamente, mas acreditam! E acreditar é agir como Jesus.
Esse será feliz. Esse que não depende de ver. Ainda que apenas após as dúvidas, os sofrimentos, por Seu Amor, tenha sentido a grandiosidade de um Deus que se fez homem e veio resgatá-lo.
A oração deve ser parceira constante. Sem ela, vamos nos afundar na dúvida, na dificuldade em crer. E Maria, cuja veneração agrada tanto ao seu Filho, é quem docemente nos espera na cruz, concebida que foi para trazer o Salvador. Ela nos mostra o caminho.
E assim aprendemos que o sofrimento não apenas não é decidido por nós, nem como o esperamos. O mal nos prende a coisas mundanas e nos gera medo de perdê-las para Deus. O Filho do Homem não tem onde encostar a cabeça, mas qual o Pai que não dá coisas boas a seu Filho, qual o lírio que não é bem vestido? Qual a mãe que não adorna com carinho os presentes e ofertas que um filho dá a seu Pai?
Haverá a cruz de nossa missão, a morte para o mundo, não sofrimento, mas glória de Deus.
Por isso, uma adoração cada vez mais inteira a Deus é fundamental para o encontrarmos nas pequenas coisas da vida.
Devemos aceitar Cristo a se oferecer e anos dar a mão. A mostrar o caminho nos pequenos detalhes, coincidências.
E, sobretudo, quando formos incrédulos com o que não está de acordo com o quer poderíamos esperar, saber que Cristo vem para os doentes, pós pecadores. Quando temermos pelo que é do mundo e, em verdade nem mais nos interessa, seguramos em sua mão, por nossa pouca fé.
Aceitar essa misericórdia divina é um grande e difícil passo. Culpar-se é mais fácil.
Mas Deus não nos quer sob o domínio do erro! A esses Ele diz, "afasta-te de Mim". Mas podemos lembrar o que Ele diz à pecadora perseguida pela multidão com pedras: Eu te mostro o meu Amor e compreensão, agora "vá e não peques mais"! Vá e não peques mais!
E, Maria, como fazer isso? "Faça o que Ele diz"! Estejamos sempre no caminho, sem fugir para os barrancos traiçoeiros. A todo instante, examinemos nossas ações.
Não pensemos em metas desnecessárias, em consequências divinas. Apenas tomemos a cruz em cada momento, façamos o que Jesus faria.
A Pedro, ao jovem rico, a discípulos, a todos, o Cristo diz e repete: "segue-me". "Quanto a você, siga-me"!
E os medos? E os que temos de enterrar, e o que pode ficar para trás?! "NADA te perturbe"! Deus não passa.
Paz e Bem!
domingo, 29 de junho de 2014
O CHAMADO DO SENHOR
Paciência, temor, e a fé mostrará a profundidade da fundação em Pedro.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Ver a Cristo neste mundo: Corpus Christi!
Ó Deus, que neste dia eu saiba ver o Corpo do Senhor que sua Mãe Santíssima nos apresenta no Espírito Santo. Que eu saiba apreciar a minha cruz e saber que não sou eu que a escolho, mas Deus. Que ela não é dor, mas caminho de salvação. E que, na humildade, eu não a verei em meio a sofrimentos, mas alegrias. Pois eu a recebi no Caminho e assim posso discerni-la: não é o que causa dor somente ou o que serve de motivo para me afastar - numa troca injusta, mas o que me aproxima e me torna Corpo e Sangue de Cristo no mundo. Amém!
Tu és minha vida, outro Deus não há, Senhor!
"São hoje em dia réprobos todos aqueles que - embora vendo o sacramento do corpo de Cristo que, pelas palavras do Senhor, se torna santamente presente sobre o altar, sob as espécies de pão e vinho, nas mãos do sacerdote - não olham segundo o espírito e a divindade, nem crêem que se trata verdadeiramente do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo." (São Francisco, Admoestações, n. I)
terça-feira, 6 de maio de 2014
Saudades da Irmã Eulália
domingo, 27 de abril de 2014
Festa da Divina Misericórdia
"A tua tarefa e obrigação é pedir aqui na Terra a misericórdia para o mundo inteiro. Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia. Faço-te dispensadora da Minha misericórdia. Diz ao teu confessor que aquela Imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse Convento. Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela" (D. 570); "Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa" (D. 699); "Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia" (D. 1109).







