Franciscanos Seculares em Natal

Estruturada a partir de Fraternidades Locais, a Ordem Franciscana Secular compõe-se de pessoas que, assumindo sua condição de batizados, propõem-se a, no estado secular, seguir o Evangelho conforme o exemplo de São Francisco, observando a Regra e Vida da OFS. A Fraternidade São Francisco de Assis integra a Família Franciscana do Brasil e fica na Cidade Alta (Centro), em Natal-RN. Foi a primeira da cidade.

Levar o Evangelho à Vida

"Hoje que a Igreja deseja viver uma profunda renovação missionária, há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um missionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho." (Evangelii Gaudium, n. 127)

Oração de São Francisco


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Do Evangelho à vida: enxergar de novo

Em Jericó, Jesus curou um homem cego que passou a segui-lo. E nesse momento, temos uma primeira lição: como o cego que Jesus curou em Jericó, aquele que consegue ver, ter discernimento, segue Jesus, os mandamentos da Lei de Deus. Mais, temos uma segunda lição: Jesus cura, faz ver aquele que não enxergava.

Como ele, digamos: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” (Lc 18:38). Jesus, salva-me!

Não interessa quantos nos mandem ficar calados, quantos não tenham a mesma fé, quantos não vejam na Igreja senão a passagem de algo grandioso sem participar ou compreender seu mistério. Aquele que está necessitado é o primeiro a compreender a grandeza do Reino de Deus.

E aquele homem disse a Deus (v. 41): “eu quero enxergar de novo”!

A lição é tal qual Deus comunica ao nosso interior no Apocalipse: “Converte-te e volta à tua prática inicial” (Ap 2:5). Eis o Caminho.

Eis a volta para quem quer “enxergar de novo”: identificar o erro e corrigir-se, glorificando a Deus com o seu seguimento, de modo a ser exemplo para a comunidade (Lc 18:43); não por si, mas para e pela glória de Deus.

Pois, como na bênção de Santo Antônio, “o Leão da tribo de Judá, o Rebento de Davi venceu!” (Ap 5:5).

Essa vitória é a superação do que é mundano, do mundo, pois, todo o exteriormente belo que se possa fazer nesta vida, ainda que seja um Templo, “será destruído” (Lc 21:6).

A paciência para suportar as tribulações do mundo e não se desesperar ou achar que já chegou o fim dos tempos deve passar pela consciência de que muito há por ser feito, como tanto lembrou Francisco de Assis.

A plenitude do tempo está perto de nós, pois Cristo ressuscitou e está conosco, isso nos basta. Vislumbrar a grandeza de Deus é ver o tempo que não passa, pois Ele é “Aquele que-é, que era e que-vem” (Ap 1:8), início e fim de tudo. Portanto, ainda que não tenham chegado os acontecimentos descritos nas revelações de São João, essa ilimitada compreensão da realidade está conosco.

Por isso, nas dificuldades, o Senhor nos enviará o Seu Espírito (Lc 21:15; Ap 1:9-10).

Essa é uma defesa prometida aos justos, aos que temem ao Senhor – reconhecem sua grandeza, como profetizaram Malaquias (3:20) e Daniel (7:9, 13:” entre as nuvens do céu vinha alguém como um filho de homem”; tal qual o Senhor falou a São João em Ap 1:7, 13-14), e foi registrado no Salmo 1 (v. 3: o justo ”é como árvore plantada junto dágua corrente: fruto no tempo devido, e suas folhas nunca murcham. Tudo o que ele faz é bem sucedido”). Tudo isso é verdade e tudo isso se dá no tempo presente. Grandiosos são os mistérios do Senhor.

Por isso, ainda que saibamos dos cuidados que Deus dispensa àqueles que agem com amor a Ele e ao próximo, buscando converter-se a cada dia, faz parte desse Caminho não se acomodar. Como deixou escrito São Paulo, “não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado” (2Ts 3:9). Daí sua lição “quem não quer trabalhar, também não deve comer” (v. 10).

Mas que trabalho realizar num mundo que é pequeno para nosso Deus? Construir o seu Reino, a começar pelo interior nosso e dos irmãos.

O princípio da sabedoria é o temor ao Senhor (Eco 1:12), a qual se obtém através dos mandamentos (v. 23). E nisso, vemos que “debaixo do sol”, das coisas sujeitas ao tempo, tudo se apequena diante do real propósito da vida (Ecl 2:22). E, diante do labor diário, a grande felicidade é desfrutar do que obtém pelo seu esforço, pois divinas são a energia e a alegria, mas reconhecendo que “isso vem das mãos de Deus” (v. 24). A única e verdadeira alegria está em participar da obra de Deus.

Por fim, São Paulo se dirigiu aos “que não fazem nada” (2Ts 3:11) e exortou-os ao trabalho.

A dignidade do trabalho está no fato de que se deve respeitá-lo como esforço que emana da vida de alguém. Apropriar-se do trabalho alheio ou de seu fruto é, assim, ir de encontro à própria vida, dom de Deus.

Para quem trabalha, que coma “na tranqüilidade o seu próprio pão”, pois de ninguém tirou, senão de si mesmo. E isso ainda deve ser corrigido, pois, não foi de si que recebeu, mas de Deus, e reconhecer isso está na base da felicidade, tal qual admoestou São Francisco: “vivificados pelo espírito da letra divina são aqueles que não atribuem ao corpo toda letra que sabem e desejam saber mas por palavra e exemplo devolvem-nas ao altíssimo Senhor Deus, de quem é todo bem” (Admoestações, c. VII). “Pois come da árvore da ciência do bem aquele que se apropria de sua vontade e se exalta pelos bens que o Senhor diz e opera nele” (c. II) e assim surge a ciência do mal.


Mas esse não fazer nada que é criticado não deve ser entendido apenas na ociosidade. No mundo consumista em que vivemos – valorizador das coisas materiais – fazer nada é não cuidar de edificar a si e ao outro em direção a Deus. Tal será a insensatez que se apaga como o dia quando o sol se põe.


Servem não a Deus, mas ao mundo, os que se deixam levar pelas preocupações do século e, assim cegos, “não vêem a luz verdadeira, nosso Senhor Jesus Cristo “ (São Francisco, na Carta aos Fiéis, c. II, v. 7).


“Meu filho, se você se apresenta para servir ao Senhor, prepare-se para a provação.” (Eco 2:1) “Quanto mais importante você for, tanto mais seja humilde, e encontrará favor diante do Senhor. Pois o poder do Senhor é grande, mas ele é glorificado pelos humildes” (Eco 3:18-20).

Digamos: Senhor, tem piedade de mim, quero enxergar de novo!

Paz e Bem!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

À espera do acesso de nº 500!!

Nosso Blog, com todas as limitações seculares com que é tangido, prepara-se para ter o acesso de nº 500, o que, apesar de tempo já decorrido, demonstra sua vocação e potencial para evangelização.
Caminhemos!
Paz e Bem!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Adoração ao Santíssimo Sacramento


No dia de hoje, a Fraternidade passou toda a tarde em adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja do Galo.
Do meio dia ao anoitecer, a Fraternidade esteve ao lado do Nosso Senhor Jesus Cristo, em adoração e pedindo pela sua caminhada e pelo sucesso do Curso de Formação Regional que ocorre neste final de semana e ocorrerá em nossa sede.
O curso começa na sexta-feira à noite e segue até o sábado à tarde. Os participantes devem vir de todas as fraternidades do Regional (RN/PB) e contemplará os cargos e serviços das fraternidades, bem como a Juventude Franciscana. Nossa Fraternidade tem a grande alegria, com a força do Cristo vivo e ressuscitado, de acolher os participantes.
A exposição do Santíssimo ocorre todas as quintas-feiras à tarde na Igreja do Galo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Visita ao Arcebispo



No último dia 14 de outubro o Conselho, em nome de toda a Fraternidade, esteve reunido com o Arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo, oportunidade na qual apresentou-se à santa obediência e informou as atividades realizadas pela Fraternidade neste ano e os planos para o triênio.

O acolhimento do sucessor apostólico foi bastante caloroso e afável. Aproveitando para exortar os irmãos a perseverarem na fé e darem exemplo de santidade e comunhão no serviço franciscano, abençoou nossa missão. Pediu que prossigamos cada vez mais empenhados nas atividades da Arquidiocese e ao final ofertou um terço missionário à Fraternidade.

A importância dessa visita advém do que determinam as Constituições Gerais da OFS, no seu artigo 101, item 1:
"Os franciscanos seculares colaborem com os Bispos e sigam as suas orientações, enquanto moderadores do ministério da Palavra e da Liturgia e coordenadores das diversas formas de apostolado na Igreja particular."

O que está em acordo com o artigo 6º da Regra e Vida da OFS, o qual diz que os franciscanos seculares "[...] inspirados por São Francisco e com ele chamados a restaurar a Igreja, empenhem-se em viver em comunhão plena com o Papa, os Bispos e os Sacerdotes, promovendo um confiante e aberto diálogo de fecundidade e de riqueza apostólicas". Pois o principal serviço do franciscano à Igreja é a fidelidade ao seu carisma no estado secular e a vivência "sincera e aberta" da fraternidade (CG 100, 3).

O Seráfico Pai Francisco assim deixou na sua Regra Bulada: “não preguem os irmãos na diocese de algum bispo, quando este lhes tiver proibido” (c. IX).

Portanto, o franciscano secular, chamado por Deus à vida laical, vive essa comunhão com os irmãos que se dedicam, por chamado divino, à vida religiosa, e reconhece nestes os responsáveis por organizar a vida da Igreja e pastorear espiritualmente os fiéis, enquanto responsáveis por trazer até nós o Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Carta aos Fiéis, segunda recensão).

Que a comunhão eucarística da Igreja, corpo do Senhor, frutifique em obras de caridade.

Paz e Bem!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Frei Galvão


Hoje, a Igreja, comunidade de amor, medita no exemplo de Frei Galvão - Santo Antônio de Sant'Anna Galvão -, o primeiro nascido no Brasil a ser canonizado. Sua beatificação coube ao Venerável João Paulo II, e a canonização a SS. Bento XVI.

Muito devotado à Virgem Maria, a quem confiava a intercessão por escrito em suas "pílulas", Frei Galvão, frade menor, foi assistente espiritual da OFS e, com relação à segunda ordem, foi co-fundador, com a irmã Helena Maria do Espírito Santo, da Ordem do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição - concepcionistas do Mosteiro da Luz.

Servindo aos pobres, passou sua vida dedicado a ensinar o caminho da Paz e a ajudar aqueles que mais necessitavam de amparo material e espiritual.

Frei Galvão, rogai por nós.


Para saber mais, clique aqui (FreiGalvão.com)

domingo, 24 de outubro de 2010

Do Evangelho à vida: o verdadeiro culto (i)

O senhor houve a súplica que se dirige à Justiça.

O pobre, o oprimido, é aquele que não tem a quem recorrer diante de uma injustiça. Para quem tudo no mundo está perdido, resta o tudo dos céus.

Quando julgamos que nada mais há a fazer por nós, se estivermos com Deus, é porque tudo está feito. É importante perseverar no caminho do que é certo – sem se deixar levar pela tentação de se achar melhor – e na oração.

Prestar louvores a Deus é nosso dever, mas daí não advém que teremos tudo o que queremos. Antes, estamos a nos comprometer a fazer com que o certo aconteça entre os homens.

“Se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do céu! Ele dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem” (Lc 11:13)

“Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens. A prece do humilde atravessa as nuvens” (Eclesiástico 35: 20-21)

A oração com confiança a Deus tudo pode. “Subiste ao topo” (Sl 67:19).

A experiência religiosa e prática do povo hebreu assim escreveu para a posteridade:

Provem e vejam como Javé é bom: feliz o homem que nele se abriga. Tema a Javé, povo consagrado a Javé, pois nada falta aos que o temem.” (Sl 34: 9-10)

Temer a Deus é reconhecê-lo como Santo, cujo Reino desejamos e cuja vontade respeitamos na condição de criaturas.

Cristo mostra que a auto exaltação apenas pode conduzir ao pecado (Lc 18:9-14), mas Deus faz justiça àqueles que por ele clamam (Lc 18:7).

“Observar a Lei vale mais do que oferecer sacrifícios, e observar os mandamentos é como oferecer sacrifício de comunhão. O que agrada ao Senhor é afastar-se do mal, e o sacrifício pelo pecado é afastar-se da injustiça. A oferta do justo alegra o altar, e o perfume dela sobe até o Altíssimo.”

(Eclo 35:1, 3, 5)

sábado, 23 de outubro de 2010

Do Evangelho à vida: conversão

"Penintência", diz o Terceiro Segredo de Fátima, ecoando a duplamente milenar mensagem do Cristo que nos chama a seguir o Seu Caminho. Convertei-vos. Adverte Ele que temos de nos comportar como irmãos, sendo compreensivos, antes que chegue o juiz (Lc 12:58) ou eventual morte corporal que nos leve à presença de Deus: "se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo" (Lc 13:3 e segs), em pecado.

Que significa então seguir esse Caminho para a casa do Pai? "Vamos subir à casa do Senhor... Eis que nossos pés se estacam diante de tuas portas" (Sl 121:1-2).

Não é fácil descrever. A alma humana não consegue o alcance de a tudo vislumbrar, e o que vislumbra, por não entender, tem dificuldades de exprimir.

Agostinho sobre o tempo e as palavras disse que compreendia o tempo e o conhecia, podendo falar dele, mas não poderia explicá-lo (Confissões, livro IX, 14). Mas que, como uma criança que aos poucos aprende a se expressar, pode alcançar ao menos o desejo de Deus para sua vida (Livro I, 6,8).

"Toda a sabedoria vem do Senhor Deus, ela sempre esteve com ele. Ela existe antes de todos os séculos. Quem pode contar os grãos de areia do mar, as gotas de chuva, os dias do tempo? Quem pode medir a altura do céu, a extensão da terra, a profundidade do abismo? Quem pode penetrar a sabedoria divina, anterior a tudo?" (Eclesiástico 1:1-3).

Tentar compreender a realidade divina é ligar-se a toda a criação em seus mínimos detalhes. É compreender a grandeza da estrutura atômica do menor grão de areia em uma praia e ao mesmo tempo a razão de ser e origem dos ventos atmosféricos que passam sobre ela.

Mais ainda, é tentar penetrar na alma humana para daí extrair a solidariedade e o amor.

"Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra" (Sabedoria 1:13-14).

A Igreja é essa comunidade de criaturas que cooperam para a salvação. São Paulo tentou descrever esse mistério particularmente em sua carta enviada aos Efésios quando diz que a cada um foi dado um dom diferente, mas proveniente do mesmo Filho. E que somente unindo-os é poderemos vislumbrar o Reino de Deus (c. 4). É como recompor uma peça que está em pedaços para rever sua beleza.

"Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança." (Efésios 4:4).

E o resultado disso, Paulo, que experimentou a prisão das coisas divinas, apenas pôde descrever como:

"Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Efésios 3:17-19).

Conhecer todas as dimensões celestes, em altura, largura e profundidade. Eis a chegada ao Reino dos Céus, que se deve buscar enquanto no mundo terrestre vivemos.

Mas o próprio São Paulo deixa clara a limitação de suas descrições:

"A vós, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Eu vos dei leite a beber, e não alimento sólido que ainda não podíeis suportar. Nem ainda agora o podeis, porque ainda sois carnais." (I Coríntios 3:1-2).

A mesma idéia está na Carta aos Hebreus (5:12).

Todo a Bíblia, que é a história da redenção humana, traz uma evolução desde o politeísmo até a descoberta do Deus único, passando pelo gradativo abandono da violência pelos filhos do Pai até a sua abertura a todos os povos.

Nesse caminho não faltaram interpretações exclusivistas e belicosas das mensagens divinas. Pois cada um sempre compreende segundo sua própria realidade. Mas nunca faltaram profetas que condenassem as interpretações equivocadas e os abusos dos poderosos.

O Caminho do Povo de Deus é o caminho da liberdade. Agora numa dimensão não meramente física.

"Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido." (São Lucas 12:2).

E, por ocasiãoda revelação da terceira mensagem de Fátima, manifestou-se o hoje papa Bento XVI, então cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: "perceber os sinais do tempo significa compreender a urgência da penitência, da conversão, da fé."

E assim foi porque Deus, no grande mistério da vida, deu liberdade aos homens para crescerem assumindo a responsabilidade de seus atos, os quais serão julgados segundo a misericórdia divina e o que fora confiado a cada um.

Pois, a Igreja tem uma missão, "porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir. (...) Por que também não julgais por vós mesmos o que é justo?" (São Lucas 12:48,57).

Meditemos nas Palavras da Sagrada Escritura e façamos de cada dia um encontro com Deus no próximo para assim nos unirmos cada vez mais à Sua realidade e vontade e não nossa.

Paz e Bem!

"O Senhor descobre seu braço santo aos olhares das nações, e todos os confins da terra verão o triunfo de nosso Deus." (Isaías 52:10).

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eleições: Nota da CNBB

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO

"Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)

"A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, "Na proximidade das eleições", quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: "Eleições 2010: chão e horizonte".
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB"

Dom Cláudio Hummes

Do site da CNBB:

Bento XVI acolheu, no dia de hoje, 7, a renúncia apresentada, por limites de idade, pelo cardeal dom Cláudio Hummes, do cargo de prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano.
O papa Bento XVI nomeou como sucessor do brasileiro o arcebispo Mauro Piacenza, até então secretário do mesmo dicastério vaticano.
O cardeal dom Cláudio Hummes, é frade franciscano e nasceu em Montenegro (RS), em 8 de agosto de 1934. Foi o 18º bispo de São Paulo, sendo seu 6º arcebispo e 4º cardeal; é arcebispo emérito de São Paulo.
Em 31 de outubro de 2006, foi nomeado prefeito da Congregação para o Clero, na Cúria Romana.
O Papa acolheu também a renuncia apresentada por limite de idade pelo cardeal Paul Josef Cordes, do Conselho Pontifício “Cor Unum”, chamando o secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, arcebispo emérito de Conakry, Robert Sarah, para a sucessão.

Clique aqui para saber mais sobre Dom Frei Cláudio Hummes, ofm

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

São Francisco de Assis: o amor não é amado

Em 3 de outubro de 1226 Francisco deixou corporalmente o convívio de seus irmãos para contemplar a Trindade diretamente.
A beleza da vida de Francisco, a simplicidade tão difícil de ser seguida do Evangelho, as suas admoestações e advertências, são tesouros que nos conduzem ao céu.
Mastigar seus ensinamentos, seus gestos, é requisito para uma vida de santidade.
Sua forma de "reconstruir" a casa do Pai sem deixá-la, de conseguir a paz pela humildade, de imitar o Cristo na Terra, são de uma beleza sem precedentes entre as criaturas que preenche-nos o espírito só de imaginar.
Até hoje, falar de Francisco é deixar-se inundar por uma Paz divina, é encher os olhos de esperança, é sorrir com o pobrezinho de Assis.

Hoje à noite, o Convento de Santo Antônio, Igreja do Galo, encerra a Festa de São Francisco com a procissão solene pelas ruas do centro da cidade.

Ontem, deve ser destacada a "Noite da OFS e da Pequena Família Franciscana", durante a Programação da Festa, que teve Frei Franklin como pregador, o qual abordou a importância da fé para o Cristão e a gratuidade da misericórdia divina.
Na oportunidade, os irmãos professos fizeram a sua tradicional renovação dos votos, tendo colaborado com a homilia e cantado ao final a Oração de São Francisco em agradecimento à comunidade.
A OFS está aberta para aqueles que desejarem seguir o carisma franciscano em sua vida secular. As reuniões são no primeiro e terceiro domingo do mês.
Links para saber mais sobre Francisco de Assis: wikipedia; Capuchinhos da Imaculada Conceição

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Do Evangelho à vida... a missão


"Pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita"
(Lc 10:1)
Ser enviado diretamente pelo Cristo é uma grande honra e alegria. Quem não gostaria de tê-la?
Porém, Ele próprio adverte: vocês vão, mas vão "como ovelhas para o meio de lobos" (Lc 10:3)!
E então, quem ainda deseja ir? Certamente, fica mais difícil se não for a fé e a esperança.
Virtudes que se unem à caridade, pois toda missão será para curar os doentes (vv. 9).
Contemplemos, então: Ele nos envia a cada dia! Ele, que é o Nosso Senhor, vivo! Todo dia Ele nos envia "a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir" (vv. 1). Que honra e que alegria.
E todo dia Ele nos adverte que vamos, mas mansos como cordeiros, para passar no meio de lobos.
Como agir?
Recomenda então que não devemos nos distrair no Caminho e não nos preocuparmos com as coisas do mundo.
O mundo está repleto de pessoas e situações que podem nos causar mal. E o maior mal é semear o rancor, a discórdia e a desunião em nossos pensamentos. Devemos passar mansamente entre elas. E, ao conseguir isso, não fomos coniventes, mas plantamos a paz.
Para isso, devemos orar para receber ajuda. Devemos estar em sintonia com Deus para nos protegermos de tudo que possa acontecer. Mais trabalhadores virão.
O mundo todo é enviado em missão e todo o mundo parte. Quantos chegarão ao fim? O fim não contempla realidades materiais. É fundamental o desapego dos bens do mundo ("não leveis bolsa, nem sacola nem sandálias" - vv. 4). Isso não significa desprezo pela saúde (ame aos outros como a SI mesmo) ou descortesia (não cumprimentar - vv. 4). Tal não comtemplaria os propósitos do Cristo, mas firmeza de propósito em levar a paz.
Uma paz que pode ser entregue, mesmo a quem não achemos merecedor. Que ela não se perde; volta.
Abracemos aqueles que julgamos (não julgueis), que vemos não serem merecedores de maior estima (ame) e que sentimos que não estão repletos de bem (esteja aberto a dar a Paz). As experiências de transformação serão gratificantes.
Não deve haver receios de, autolimitando-nos, acharmos que nossa alegria deve ser apenas para nós. Que faltará sustento para todos, que a força de nossa oração dá apenas para poucos ou para nós mesmos.
Isso não vem de nós, mas de Deus, fonte inesgotável. Sempre haverá paz para ofertar desde que nos reabasteçamos na oração, na descoberta do Espírito Santo em nós.
E isso é um labor espiritual que faz com que Deus assegure o sustento do cristão que segue o bom caminho de sua responsabilidade para com o Pai e os irmãos. Toda energia gasta será reposta, o trabalhador merece seu salário. Não o desprezemos, mas saibamos discernir para não entregarmos o que foi feito para nós: o necessário à sobrevivência digna e à continuidade da pregação. Sem lugar para apego ao luxo, ao supérfluo, ao consumismo.
Saibamos compreender os caminhos de Deus e ficar onde Ele nos mostra. E ali entregar a Paz. Mas, se essa não é bem recebida, a violência não tem lugar.
O caminho é ter paciência e afastar-se para locais e pessoas que possam receber a Paz do Senhor naquele momento.
O Reino de Deus, é próximo de nós.
Paz e Bem!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Do Evangelho à vida... Francisco e a paz da menoridade

"Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior” (Lc 9:48)

A leitura proposta para a Igreja hoje, 27/09, é oportuna, pois está em curso a novena preparatória para a festa de São Francisco (04/10).

E isso porque foi a partir dessa pregação do Cristo, que Francisco visualizou um elemento fundamental do carisma santo que anima as três ordens que, junto com Clara, deixou: a menoridade.

Fazer-se menor é ser simples, estar aberto à verdadeira alegria, disposto a aprender, feliz como uma criança (Lc 18:15-17:Eu garanto a vocês: quem não receber como criança o Reino de Deus, nunca entrará nele”; Mc 10:14) e compreender a verdadeira beleza do Pai.

Na menoridade, somos iguais a todas as criaturas. Perdemos a arrogância e altura individual, mas conquistamos as planícies costeiras e os altiplanos que se espalham por toda a Terra.

Na menoridade, entramos em comunhão com o todo, sem necessidade de possuí-lo.

Combatemos o mal com o bem, fazendo-se menor para combater a diminuição pela opressão. Não para louvar a submissão, mas para conquistar honra na simplicidade, obedecendo apenas a Deus.

Essa simplicidade e desejo de servir mais a Deus que aos homens, presente nos escritos de Francisco, ganha firmeza diante do segundo relato evangélico:

“João disse a Jesus: ‘Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco’. Jesus disse-lhe: ‘Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor’” (Lc 9:49-50).

Assim Francisco pediu que os seus se comportassem entre os infiéis: primeiro servissem, depois pregassem oralmente, com a firmeza de sempre confessar o Senhor (Regra Não-Bulada, n. 16):

“os frades que vão [entre os sarracenos e outros infiéis], podem comportar-se espiritualmente entre eles de dois modos. Um modo é que não façam nem litígios nem contendas, mas estejam submetidos a toda criatura humana por Deus (1Pd 2,13) e confessem que são cristãos. Outro modo é que, quando virem que agrada ao Senhor, anunciem a palavra de Deus, para que creiam em Deus onipotente, Pai e Filho e Espírito Santo, criador de tudo, no Filho redentor e salvador, e que sejam batizados e se tornem cristãos, porque quem não renascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no reino de Deus (cfr. Jo 3,5).”

Francisco foi um idealizador e defensor de uma paz fruto da Justiça e da compreensão, não das armas ou imposta.

Assim ele se portou diante de justos e pecadores. Perante ladrões, líderes, sociedade, ele pregou a mansidão e a busca incessante da paz.

“Seja feita a Tua vontade”

É importante entregar-se à confiança no Senhor e na profunda paz que Ele proporciona. Aceitando os seus desígnios, mas na busca constante da construção de seu Reino, é preciso agir com serenidade, ser “prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10:16).

Inspirados por Francisco, digamos como Jó (1:21): “Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou: como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!”

Paz e Bem!

Comentário à margem: desencanto e encanto


Estar encantado no linguajar interiorano que aprendi remete ao estado de crisálida das borboletas quando estão “encantadas” em seus casulos. Depois, “desencantam” em coloridas e tão belas quanto efêmeras criaturas de Deus.

Sempre é bom ver quando a ordem “desencanta”, sai de seu casulo e se “encanta” com a alegria do reencontro do Cristo no irmão que precisa de apoio. Apoio material ou espiritual, pois os bens materiais são coisas do mundo que devem ser utilizados em proveito de Deus e não falam por si do interior que só o Pai conhece.
Fabiano

São Vicente de Paulo e a Virgem Maria

Hoje se comemoram as ações de São Vicente de Paulo (1581-1660).

Sua vida é profundamente marcada pelo amor e dedicação aos mais pobres. Juntamente com Santa Luísa de Marillac (1591-1660), fundou as filhas da caridade (vicentinas). Antes, fundou a Congregação da Caridade (Lazaristas).

Uma aparição sua a Santa Catarina Labouré (1806-1876) foi o instrumento que o Senhor usou para chamar esta santa do silêncio à vida religiosa.

E foi na casa das religiosas, na Rue du Bac, em Paris, que Nossa Senhora apareceu à irmã Caratina, cujo corpo permanece incorrupto até hoje, e transmitiu-lhe a medalha milagrosa, forma de demonstração de amor a Deus e confiança na intercessão da Virgem Santíssima.

Seu coração hoje repousa na Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. E seu corpo incorrupto, bem próximo, na Capela de São Vicente de Paulo.

São Vicente de Paulo, com São Francisco e Santa Clara, guiai-nos no carinho com os mais pobres.

Não deixe de visitar o site da Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (clique aqui)

Programação da Festa de São Francisco

(clique nas imagens para ampliar e ver a programação)



Almoço dos Pobres

Ontem, domingo, 26/09, realizou-se o tradicional almoço dos pobres, no Convento de Santo Antônio, no decorrer das atividades da Festa de São Francisco. Este ano, em vez de realizar no dia 03 de outubro, a data foi antecipada em razão das eleições.
Com tudo sendo preparado desde a véspera, a Fraternidade serviu a população carente que compareceu e, em seguida, saiu para distribuir diretamente na comunidade.
Foi um momento de grande alegria onde deixamos que nossas mãos dissessem o Paz e Bem.
Seguem as fotos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Do Evangelho à Vida: viver o mundo em comunhão

"Tudo tem seu tempo.

Há um momento oportuno para tudo o que acontece debaixo do céu.

Tempo de nascer e tempo de morrer;

tempo de plantar e tempo de colher a planta.

Tempo de matar e tempo de salvar;

tempo de destruir e tempo de construir.

Tempo de chorar e tempo de rir;

tempo de lamentar e tempo de dançar.

Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar;

tempo de abraçar e tempo de separar.

Tempo de buscar e tempo de perder;

tempo de guardar e tempo de esbanjar.

Tempo de rasgar e tempo de costurar;

tempo de calar e tempo de falar.

Tempo de amar e tempo de odiar;

tempo de guerra e tempo de paz.
Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza."

(Ecl, 3:1-11)


O belíssimo poema do Eclesiastes pede um tempo de reflexão e contemplação.

Há um tempo certo para tudo.

Tempo que Deus designa.

A oração do Pai Nosso nos guia.


"Pai nosso, que estais no céu"

O tempo é do mundo, para Deus ele não passa.

Há uma realidade maior, a qual devemos buscar.

No mundo, tudo ocorre, tudo se sucede.

Estamos presos corporalmente a esta realidade.

Há tristeza e sofrimento. Há alegrias e vitórias.

Nossa relação com a natureza depende de nossos atos.

O homem se cansa debaixo do sol (Ecl 1:3), onde "não há nada de novo" (vv. 10).

Há Justiça e há injustiças.

A alegria do tempo depende de nós.
"Seja feita a Vossa Vontade"

Quantas vezes não fazemos as coisas confiantes em Deus, mesmo sem saber o seu propósito específico e, como prêmio, momentos à frente, olhamos para trás e vemos a beleza do caminho percorrido?

"O pão nosso de cada dia nos dai hoje"

A cada dia suas dificuldades (1Rs 8:59; Mt 6:34). Sejamos pacientes com os projetos espirituais. Cabe à criação obedecer.

Oremos para não pedir outra coisa, senão sabermos aceitar os seus desígnios.

Aproveitemos o tempo que o Senhor nos dá.

Refugiemo-nos Nele (sl 144:2), pois nós passamos como sombra (vv. 4), mas Deus permanece.


Permaneçamos Nele.

Paz e Bem!

Da Vida ao Evangelho... o cristão e as eleições


Ainda que não seja franciscano secular, é aplicável a todo cristão o artigo 4º da Regra e Vida da OFS, o qual prescreve que, a partir da leitura assídua do Evangelho e da compreensão do Cristo como centro e inspirador da vida, deve-se passar “do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho”.


Passar da vida ao Evangelho é saber encontrar no quotidiano a presença de Deus, bem como, a partir das experiências do mundo, buscar compreender o sentido da Palavra sagrada. Assim, o cristão deve saber meditar sobre o que vê e sente e tentar encontrar seu sentido no Evangelho.


A proximidade das eleições revela-se um momento oportuno para isso.


Em meio a tantos desafios por que passa o país, qualquer omissão é dotada de força ideológica. Não se posicionar, ter uma opinião, é consentir com o caminho em que é levado.


Mas a Igreja – o conjunto dos fiéis religiosos e leigos – pode interferir nas eleições?


Lucidamente, o papa Bento XVI assim expôs a questão na Carta Encíclica Deus é Amor (Deus Caritas Est): “a justa ordem da sociedade e do Estado é dever central da política […] Neste ponto, política e fé tocam-se” (pt. 28). Mas deixa bem claro que não é tarefa da Igreja impor essa consciência. O livre arbítrio humano deve desenvolver-se na liberdade e na responsabilidade.


A Igreja não é Estado, mas “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça”. É seu papel argumentar e “despertar as forças espirituais” para que a Justiça se realize.


Essa é uma conseqüência do fato de que cabe primordialmente à religião cuidar do pastoreio espiritual. As coisas do mundo, “em acréscimo” (Mt 6:33), são decorrência do correto seguimento do Caminho, do Reino de Deus, numa relação entre fé e obras (Tg, 2:17; 1Pd 2:12; Rm 3:28).


Prossegue o papa Bento XVI dizendo que “o dever imediato de trabalhar por uma ordem justa na sociedade é próprio dos fiéis leigos. Estes, como cidadãos do Estado, são chamados a participar pessoalmente na vida pública” (grifos acrescentados, pt. 29).


E nesse aspecto repete o que afirmou seu antecessor, SS Venerável João Paulo II, na exortação apostólica pós-sinodal aos fiéis leigos (Christifideles Laici), quando disse que “A caridade que ama e serve a pessoa nunca poderá estar dissociada da justiça […] os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na «política», ou seja, da múltipla e variada acção económica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover orgânica e institucionalmente o bem comum” (pt. 42).


Portanto, a Igreja participa desse processo através dos fiéis leigos. São eles os responsáveis por, atuando diretamente nas estruturas do mundo, buscar maneiras de promover o bem de todos, segundo a visão cristã na qual foram batizados.


Dessa forma, não se fechando em si, mas assumindo a responsabilidade pela realidade na qual estão inseridos, é seu dever lutar, em primeiro lugar, pela conscientização da comunidade. Pois, é fundamental participar ativamente da vida social.


Mas ter uma opinião política não significa impor um determinado candidato ou partido, mas antes contribuir para que o voto de alguém seja fruto de sua livre vontade e consciência. Não, fruto de estelionato eleitoral, “compra” de votos, troca de favores e outros mecanismos escusos.


Deve-se exigir uma determinada postura moral do candidato? Tal como em relação ao aborto, às suas práticas religiosas, à vida em família?


Não se confundindo o Estado com a Igreja e sendo dever a convivência harmônica com o outro através da tolerância religiosa, o fiel vê que a eleição não é para um posto religioso. Todavia, se o fiel é aquele que tem fé, ele sabe que não se deve fazer concessões ao mal.


Não há mal necessário.


Aceitar que certas transformações ainda não ocorreram e saber conviver com atos errados praticados pelos outros é uma coisa; é dom, é paciência e mansidão.


Todavia, aceitar isso e não lutar para que tal situação não mude é conivência; é “construir túmulos para os profetas” (cf. Lc 11:47). Não se pode afastar do Cristo para abrandar um sofrimento.


Portanto, o fiel deve, sim, votar em alguém que esteja de acordo com o que ele acredita. Dentre as opções disponíveis, sem olhar a específica prática religiosa do candidato – mas atentamente observando se ele pratica boas obras, agradáveis aos olhos do Senhor, o mesmo que está presente em todo o universo – verificar se a sua pregação é concordante com a defesa da vida, dos valores cristãos, da família, da educação, da liberdade responsável, e contra a exploração, a dominação e a pobreza – material e moral.


O dever para com a Justiça chama o cristão a agir no próximo dia 3 de outubro. Nas eleições, cabe a ele mostrar o valor que tem a sua fé, para si e para a sociedade.

Paz e Bem!

Artigo no jornal "A Ordem", da Arquidiocese de Natal, sobre o tema: o dia "D" das eleições 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

23 de setembro: Padre Pio

Do site da Canção Nova (http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?mes=9&dia=23&id=261):
Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione. Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho. Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, adotando o nome de "Frei Pio" e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento. Após a ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus Cristo, em seu próprio corpo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por meio desse sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio, conhecido por ele como "barba azul". Torturado, tentado e testado muitas vezes pelo maligno, esse grande santo sabia muito da sua astúcia no afã de desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como "Casa Alívio do Sofrimento", que se tornou uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadoras do amor e da paz de Deus, para serem instrumentos dessas virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Essa Celebração Eucarística foi o caminho para o seu Calvário definitivo, na qual entregaria a alma e o corpo ao seu grande Amor: Nosso Senhor Jesus Cristo; e a última vez em que os seus filhos espirituais veriam a quem tanto amavam. Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu. Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice.Padre Pio dizia: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!"São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Atualizando: ordenação e distrito

Atualizando os fatos do último final de semana.
Sexta à noite na Catedral, contei aproximadamente trinta bispos.
Momento ímpar de ver tantos sucessores apostólicos reunidos.
Centenas de presbíteros e diáconos, autoridades e religiosos também.
Os leigos completaram com bastante entusiasmo a Igreja ali presente, lotando a Catedral.
Em meio a todos, o feliz reencontro com nosso anterior assistente espiritual, Frei Antônio, que enviou lembranças e desejos de prosperidade.

É de se registrar a presença de diversas Fraternidades Seculares entre os presentes. Pude confraternizar com a Fraternidade Santa Clara (Cidade Satélite, Natal-RN), Santa Rosa de Viterbo (Pina, Recife-PE) e Santa Maria dos Anjos (Soledade, Natal-RN).

No domingo, o Distrito Natal da OFS esteve reunido festivamente em Canguaretama. Infelizmente, nossa Fraternidade não pode participar em razão da necessidade de reunião de planejamento das diversas atividades próximas. Dentre elas o Almoço dos Pobres, dia 26/09.

Mãos à obra que a messe é grande.
Paz e Bem!

Do Evangelho à vida: a ação não pode ser vazia

(Assembléia da FFB)

“Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos” (Lc 6:44)

A profundidade dessa constatação que o Cristo nos mostra é tamanha que nos leva a utilizá-la para auxiliar o nosso discernimento. Porém, é preciso sempre lembrar, como Francisco admoesta, de ver com os olhos do Espírito.

Pois, os olhos do mundo facilmente corrompem o fruto e dão ao cristão a ilusão de ver o que ele naquele momento deseja. Até o mais doce sabor desse modo se torna sofrimento.

Pelos frutos que produzimos, sabemos o quão distante estamos do Cristo.

“Sua boca fala do que o coração está cheio” (Lc 6:45)

De que está cheio o nosso coração?

Após compreendermos que precisamos produzir bons frutos, somos levados a refletir na semente: o que carregamos em nosso coração?

Será rancor, ódio, tristeza, sofrimento? Ou alegria, compreensão, paciência e amor?

Pela boca apenas sai o que guardamos.

“Todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática” (Lc 6:47)

Responder ao chamado constante do Pai é deixar-se engravidar pelo Espírito Santo, como nos propõe Francisco, é dar frutos de fé, esperança e caridade.

É deixar encher-se o coração com as águas da vida trazidas pelo Espírito e assim somente a Ele revelar.

Como propôs Santo Antônio, é deixar que as ações falem.

É a cada dia dar o Cristo a conhecer aos irmãos.

Paz e Bem!

Da Vida ao Evangelho: o 11 de setembro

Não há como dissociar os rumos recentes da paz mundial – seja por conspirações de caráter geopolíticas, por insegurança, pela vocação humana para a paz ou pela mídia – do atentado ocorrido há exatos nove anos no World Trade Center.

Mas é para isso que o Cristão deve se preparar: escolher com o que encherá o seu coração.

A Concórdia, junção de corações, exige uma só mente. E esta só pode estar em Deus.

Perdoar. Eis um chamado difícil.

Ainda mais quando envolto em divergências religiosas. Divergências sobre a verdade do nosso próprio Pai.

Mas o serviço que Cristo nos deixou como caminho. O chamado para sermos servos é enfatizado por Francisco.

O pobrezinho de Assis exortou seus irmãos a pregarem aos infiéis sobretudo com gestos de amor.

Eis como o cristão deve ser reconhecido: pelos seus gestos de Amor.

E é assim, numa oração com as almas dos justos que ali estavam, por eles, pelo Senhor que a tudo preside, pelos que mataram, que devemos confiar o coração de todos nós ao Santo Espírito e apenas assim os rancores e tristes lembranças daquele momento poderão ser superados e conduzir a humanidade a um passo a mais no caminho do Reino de Deus.

Paz e Bem!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Consolidação do Blog - FFB

Caros leitores e participantes deste modesto espaço virtual,

Nosso Blog acaba de completar os 300 acessos!
Não é muito, mas é uma forma de colocar mais uma pedra na contínua construção de nossa igrejinha.
É o suficiente para ficarmos felizes e ver que estamos a contribuir com a Evangelização e a reflexão dos diversos aspectos que sedimentam a nossa fé em Cristo.
Muito obrigado a todos que colaboraram com este momento. Que Nossa Senhora nos guie e Deus nos conceda a graça de multiplicarmos bem mais esse serviço.
Até lá, a companhia de vocês é nossa grande alegria.
E esse júbilo é maior devido ao fato de hoje a região Nordeste da Família Franciscana do Brasil estar reunida no Convento de Santo Antônio para sua assembléia avaliativa, onde Santa Clara dará o norte das meditações.
Sejam todos bem vindos.
Abraços fraternos, Paz e Bem!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Natividade de Maria

(Imagem proveniente do Blog A família Católica)


Hoje a Igreja comemora em todo o mundo a natividade da Nossa Senhora, Maria de Nazaré.
Concebida imaculada (em festa do dia 8 de dezembro), por um Deus que tudo pode e tudo preparou, hoje lembramos seu nascimento.
Mas esse nascimento não é apenas mais um evento humano.
Para ele o plano divino foi lançado, no aguardo de seu sim, de sua gravidez por ação do Santo Espírito (Mt 1:18). Até lá esperou a criação.
Maria, a segunda Eva.
Se a criatura - homem e mulher - um dia afastou-se de Deus e atraiu o pecado para o mundo, a geração de pecadores que de uma mulher nasceu, um dia encontra sua redenção a partir de outra mulher (daí o Cristo referir em certas passagens do Evangelho a sua mãe como "mulher").
No plano da salvação, se um dia surgiu o ser humano na Terra, um dia também nasce um novo homem. Se no início nos afastamos do Paraíso, pelo segundo as portas serão abertas.
E a resplandecência de Jesus vem à Terra - no maravilhoso momento da história que é a Encarnação - através do ventre de Maria.
Não é seu nascimento que se aguardava, mas a nossa salvação que era preparada.
Ave Maria! Na plenitude da graça que te preenche revela-nos o Senhor, contigo desde tua concepção imaculada.
Hoje, já crescida e provada dos sofrimentos humanos, tua condição imaculada faz com que possa ser medianeira sem par para nós perante nossas fraquezas.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo!
Paz e Bem, advogada da Ordem, primeiro sacrário do Senhor.

Ordem Franciscana Secular: São Francisco, o "Repetitor Christi"

Ordem Franciscana Secular: São Francisco, o "Repetitor Christi": "O fascínio e o mistério da figura de S. Francisco reside em sua semelhança com o mistério e o fascínio de Jesus Cristo. Há tanto num quanto ..."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O homem e a oração: a partir do Cristo

"Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus."
(Lc 6:12)
Permito-me reproduzir aqui a bela mensagem selecionada para a liturgia deste dia (23ª semana do tempo comum, terça-feira, 2010) e encaminhada pelos Arautos do Evangelho. Ela é de autoria de Madre Teresa de Calcutá, cuja ida ao encontro do Pai é relembrada no dia 5 de setembro. Este ano, foram 13 anos de sua morte:

"Não há maior amor (a partir da trad. Il n'y a pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 24)
«Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus»
Os contemplativos e os ascetas de todos os tempos e de todas as religiões sempre procuraram a Deus no silêncio, na solidão dos desertos, das florestas, das montanhas. O próprio Jesus viveu quarenta dias em absoluta solidão, passando longas horas num coração a coração com o Pai, no silêncio da noite.Nós próprios somos chamados a retirar-nos a espaços para um silêncio mais profundo, para um isolamento com Deus; a estar a sós com Ele, não com os nossos livros, os nossos pensamentos, as nossas recordações, mas num despojamento perfeito; a permanecer na Sua presença - silenciosos, vazios, imóveis, expectantes.Não podemos encontrar a Deus no barulho, na agitação. Veja-se na natureza: as árvores, as flores e a erva dos campos crescem em silêncio; as estrelas, a lua, o sol movem-se em silêncio. O essencial não é o que possamos dizer mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de escutar a Sua voz:

Silêncio dos nossos olhos.
Silêncio dos nossos ouvidos.
Silêncio das nossas bocas.
Silêncio dos nossos espíritos.
No silêncio do coração,
Deus falará."
Paz e Bem!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sobre atualizações do Blog



Peço desculpas pelas recentes ausências de atualização do blog, devidas às atividades seculares.
A Fraternidade, todavia, não se furta de suas tarefas e está feliz em preparar a recepção para os Franciscanos que chegam para participar das primeiras atividades do mês de setembro, como a Assembléia Regional da FFB (dias 10 a 12) e a celebração das chagas de São Francisco na ordenação episcopal de Frei Magnus (dia 17, Catedral Metropolitana de Natal, 19h).
Damos boas vindas em particular aos irmãos de Recife e Ouricuri.
Por fim, este mês haverá o tradicional serviço do "almoço dos pobres" no Convento de Santo Antônio, dia 26 de setembro, e o Dia "D" Franciscano do Distrito Natal no dia 19 de setembro (terceiro domingo) em Canguaretama.
Abraços, vamos recomeçar,
Paz e Bem!
Fabiano Mendonça



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Santa Clara, 11 de agosto


Co-fundadora da Ordem Franciscana, Clara de Assis resplandece sobre seus filhos e filhas tomados pelo gracioso carisma que emana de sua forma de vida.

Da wikipedia:
"Santa Clara de Assis (em italiano, Santa Chiara d'Assisi) nascida como Chiara d'Offreducci em Assis (Itália), no dia 16 de Julho de 1194, e falecida em Assis, no dia 11 de Agosto de 1253, foi a fundadora do ramo feminino da Ordem Franciscana.
Segundo a tradição, o seu nome vem de uma inspiração dada à sua religiosa mãe, de que haveria de ter uma filha que iluminaria o mundo.
Pertencia a uma nobre família e era dotada de grande beleza. Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.
Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.
O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmolas para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: "Confia em Deus!". Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois tudo havia se multiplicado.
Noutra ocasião, aquando da invasão de Assis pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o cálice com hóstias consagradas e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era mais forte que eles. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram. Por este milagre é que Santa Clara segura o cálice na mão.
Um ano antes de sua morte em 1253, Santa Clara assistiu a Celebração da Eucaristia sem precisar sair do seu leito. Neste sentido é que é aclamada como protetora da televisão."

Santa Clara, rogai por nós!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Missão em Ceará-Mirim e Festa de Santa Maria



Participando do ideal de maior integração das Fraternidades de nosso Distrito, estes dias registram dois fatos de grande importância em nossa caminhada Franciscana.



No domingo, 1º/08, houve na Matriz de Ceará-Mirim-RN o encerramento da Missão Franciscana com os Frades Menores naquela cidade, com ativa participação da Fraternidade Nossa Senhora da Conceição.



Chegamos de surpresa e fomos maravilhosamente, com muita alegria, recebidos e acolhidos para em seguida, numa grande UNIÃO FRATERNA participarmos da procissão com o Santíssimo pelas ruas da cidade e da missa de encerramento com pregação de Frei Aquino.


(detalhe da procissão em Ceará-Mirim)



E ontem (02/08), Festa de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, com a participação da Fraternidade Santa Maria dos Anjos, foi rezado o terço franciscano na sede da Ordem. Em seguida, saímos em procissão com a imagem de Santa Maria dos Anjos pelas ruas até o Convento de Santo Antônio, onde foi celebrada a missa. Após, a imagem retornou novamente em procissão, ainda que com chuva, à sede.

Na mesma oportunidade, foi comemorado o 14º aniversário da ordenação sacerdotal de Frei Romildo, nosso assistente espiritual. A belíssima celebração foi presidida pelo aniversariante e co-celebrada pelo guardião, Frei João, e também os Freis Magnus - no aguardo de sua ordenação episcopal, Marcelino e Sonival.

Rogamos a Santa Maria dos Anjos, advogada da Ordem, que receba a humilde oferenda de seus filhos, como sacrifício para sua honra e veneração.